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Bovespa sobe em ritmo acelerado com volta de estrangeiros

Clima externo favorável e notícias positivas da China estimulam retorno de investidores ao mercado brasileiro

Sueli Campo, da Agência Estado,

18 de maio de 2009 | 15h08

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou a tarde em ritmo acelerado, com alta de 4% e perto novamente dos 51 mil pontos, no embalo das bolsas norte-americanas, que registravam valorização superior a 2%, e da forte recuperação do petróleo. O clima externo favorável e notícias vindas da China estimulam o retorno dos investidores estrangeiros ao pregão brasileiro, após uma semana pautada pela realização de lucros.

 

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O Ibovespa estendeu com mais vigor o sinal de alta após o exercício mensal de opções sobre ações, vencido novamente pelos comprados. O giro total negociado foi de R$ 2,48 bilhões, similar ao registrado em abril, elevando para R$ 9,3 bilhões o volume projetado para o final desta jornada. Às 15h03, o Ibovespa cravava ganho de 3,77%, aos 50.855 pontos, com apenas três ações no terreno negativo.

 

"O exercício foi lindo", ressalta o economista da Legan Asset Management, Fausto Gouveia, referindo-se ao fato de terem sido exercidas as opções de Petrobras e Vale de maior valor, da série de R$ 32,00, e não ter sobrado papel no mercado. Isso significa que para montarem posições novas, os investidores têm de comprar papel para lançar opções.

 

As ações das blue chips Petrobras, Vale e siderúrgicas exibem excelente desempenho, puxadas pela sinalização de aumento da demanda chinesa, após o governo de Pequim ter detalhado o seu plano de estímulo para a indústria de petróleo e petroquímica. Petrobrás ON disparava 4,90% e a PN subia 3,93% às 14h16, enquanto Vale PNA saltava 5,10% e a ON registrava ganho de 5,30%, batendo máxima atrás de máxima. Gerdau PN disparava 6,17%, Usiminas PNA subia 6,53% e CSN ON +5,60%.

 

No dia em que o presidente Lula chegou a Pequim, acompanhado de mais de 200 empresários, o governo chinês anunciou que pretende processar 405 milhões de toneladas métricas de petróleo bruto por ano até 2011, equivalente a 8,13 milhões de barris por dia. A meta corresponde a um aumento de 18% em relação à média de 6,87 milhões de barris por dia que as refinarias processaram no ano passado.

 

Petrobras segue também no encalço dos preços do petróleo, que saltavam mais de 4% no começo da tarde, com o barril negociado acima de US$ 58 o barril em Nova York e em Londres. Além do bom comportamento do mercado de ações global nesta segunda-feira, outra justificativa para a cobertura de posições vendidas é o agravamento da tensão na Nigéria, onde instalações de companhias de petróleo voltaram a ser atacadas por militantes.

 

Diante desse cenário favorável, o "efeito CPI", que na semana que passou ajudou a derrubar as cotações da estatal, foi minimizado. Segundo analistas, o mercado agora está de olho na evolução dessa CPI da Petrobras e avaliação, no momento, é de que ela não deve trazer novidades no curtíssimo prazo.

 

Em relação à Vale, merecem destaques as declarações do presidente da companhia, Roger Agnelli, de que as negociações para definir os preços do minério de ferro para 2009 devem ser concluídas nas próximas semanas. Segundo ele, a atual indefinição não é boa para ninguém, em particular para as siderúrgicas que precisam fechar contratos com seus clientes. Para Agnelli, a maioria das usinas prefere a manutenção do sistema de contratos anuais, conhecido como benchmark. No entanto, reiterou que a Vale está disposta a adotar o sistema à vista se os clientes preferirem assim.

 

Sadia e Perdigão

 

Os investidores na Bovespa aguardam a qualquer momento o anúncio da fusão da Perdigão e Sadia, que dará origem à Brasil Foods. Os papéis operam em alta na expectativa dos detalhes do negócio. Sadia PN subia 3,39% e a ON +0,72% às 15h, enquanto Perdigão ON avançava 1,68%.

 

De acordo com reportagem do Estado, os principais acionistas de Sadia e Perdigão resolveram ontem as últimas pendências técnicas para a união das duas companhias e assinatura do contrato. Segundo uma fonte ligada às negociações, "há 99% de chances" de a fusão ser anunciada nesta segunda. A operação será feita por meio de uma troca de ações. Os acionistas da Perdigão ficarão com 68% da Brasil Foods e os da Sadia, com 32%.

 

Nos EUA, a justificativa para o otimismo encontra eco no setor financeiro e de varejo, cujas ações sobem com sinais de retomada da confiança e previsões futuras mais favoráveis, respectivamente. Às 15 horas, o Dow Jones subia 2,10%, o Nasdaq tinha alta de 1,93% e o S&P500 registrava valorização de 2,01%.

 

Aqui, o dado de emprego formal de abril, contabilizado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), três vezes superior ao de março, foi a boa notícia no campo macroeconômico. Foram abertos em abril 106.205 postos de trabalho. O setor de serviços liderou as contratações em abril, com a abertura de 59.279 postos de trabalho, seguido da agropecuária, com 22.684 vagas. E, pela primeira vez em cinco meses, a indústria registrou saldo positivo, com a abertura de 183 vagas.

 

Às 14h20, B2W ON puxava a lista de ganhos do Ibovespa, disparando 6,46%, seguida por Cyrela ON +6,44%.

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