Bovespa sobe mais de 2% e reassume os 65 mil pontos

Após seis pregões contínuos de baixa, finalmente a Bovespa teve um respiro ontem e fechou em alta de 2,69%, aos 65.585,14 pontos, influenciada pelo quadro externo mais benigno e pela forte aceleração, de mais de 3%, das blue chips Petrobrás e Vale na reta final da sessão. O dia foi de ganhos generalizados num pregão em que o volume negociado também cresceu, para R$ 5,26 bilhões. Apenas três ações que compõem o Ibovespa ficaram no vermelho. Entretanto, essa recuperação não foi o bastante para zerar o prejuízo e a Bolsa terminou a semana ainda carregando baixa de 1,70%. Em agosto, a queda é de 2,86% e em 2010 está negativo em 4,38%. O discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, redimiu o mercados, reacendendo o apetite ao risco que impulsionou ações e commodities e desestimulou a demanda por títulos do Tesouro norte-americano. Bernanke deixou claro que a instituição fará o que for necessário para estimular a recuperação da economia, caso seja preciso, a fim de evitar um cenário de deflação, que ele acredita não representar um grande risco nesse momento. A revisão do PIB dos EUA do segundo trimestre para 1,6%, acima das projeções (1,3%), também favoreceu a melhora de humor. Em Nova York, os índices subiram em torno de 1,6%.

Cenário: Sueli Campo, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2010 | 00h00

O quadro internacional mais calmo, somado às expectativas ainda de entrada de fluxo pela capitalização da Petrobrás, levou o dólar à vista de volta para R$ 1,7530 (-0,51%). Na semana, o dólar caiu 0,34% ante o real.

No mercado de juros futuros, o contrato de janeiro de 2012 subiu de 11,36% para 11,39%.

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