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Bovespa sobe mais de 3% e fecha mês de turbulência no azul

Em agosto, pela primeira vez, o volume negociado na Bolsa ultrapassou a barreira dos R$ 100 bilhões

Reuters,

31 de agosto de 2007 | 17h11

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em forte alta nesta sexta-feira, impulsionada pelos discursos do presidente do banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve), Ben Bernanke, e do presidente norte-americano, George W. Bush. Eles indicaram a investidores que o governo dos Estados Unidos fará tudo que for necessário para proteger a economia norte-americana de um aperto global de crédito.   Veja também:  Cronologia da crise financeira  Fed está pronto a agir se crise afetar economia, diz Bernanke Pacote de Bush para o setor de crédito imobiliário Dólar termina agosto com maior alta mensal em 15 meses O Ibovespa - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - encerrou o dia com valorização de 3,37%, a 54.637 pontos. No mês, o índice acumulou alta de 0,84%. O volume financeiro ficou em R$ 4,8 bilhões, superando a média diária do ano de R$ 4,3 bilhões pela primeira vez em seis dias. Em agosto, pela primeira vez, o volume negociado na Bovespa ultrapassou a barreira dos R$ 100 bilhões ou US$ 50 bilhões.   De acordo com dados da Economatica - empresa de análise financeira -, até o dia 30 de agosto, a bolsa paulista movimentou no mercado à vista R$ 103,1 bilhões. O valor acumulado no mês de agosto foi comparado com os valores históricos ajustados pela inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Se considerado o volume financeiro em dólares, também a Bovespa (Mercado a vista) consegue ultrapassar a marca histórica dos US$ 50 Bilhões, fato nunca antes visto no mercado brasileiro.   Notícias americanas   Bush afirmou que os mercados financeiros estão em período de transição e que as turbulências ainda vão levar algum tempo para desaparecer totalmente. Segundo ele, a economia americana está preparada para este período. Bush disse ainda que o governo vai garantir o refinanciamento das hipotecas, mas sem ajudar os especuladores. O presidente teme que a crise no setor de crédito imobiliário de alto risco possa levar a uma nova onda de inadimplência e execução de garantias das hipotecas.   Ele declarou também que "houve excessos na indústria de concessão de crédito", particularmente pelo fato de que o aumento nas hipotecas com taxas ajustáveis deixa alguns tomadores de empréstimo sem condição de honrar com seus pagamentos mensais.   Mais cedo, o presidente do banco central americano (Federal Reserve), Ben Bernanke, disse que a instituição está pronta para agir quando for necessário para limitar o impacto da turbulência financeira na economia. Mas também descartou ajuda aos investidores que tomaram decisões erradas. "O comitê continua a monitorar a situação e vai agir à medida que for necessário para conter os efeitos adversos na economia em geral que podem surgir das turbulências nos mercados financeiros", afirmou Bernanke em discurso em um simpósio organizado pelo Federal Reserve de Kansas City.   Ele reconheceu, porém, que as turbulências nos mercados resultantes de uma queda no mercado imobiliário e de um aumento acentuado do não-pagamento de empréstimos de alto risco (subprime) podem ter efeitos danosos sobre a economia em geral.

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