Bovespa sobe mais de 4%, impulsionada por Fed e Petrobras

Corte nos juros nos EUA e anúncio de descoberta de megacampo de gás natural sustentam alta da Bolsa

Agência Estado,

22 de janeiro de 2008 | 15h33

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) amplia a alta na tarde desta terça-feira, 22, impulsionada pela tentativa do Fed de desviar a economia norte-americana de um quadro recessivo, cortando a taxa básica de juro dos EUA em 0,75 ponto porcentual. Às 15h10, o principal índice da Bolsa subia 4,40%, aos 56.701 pontos.  Veja também: Fed anuncia corte emergencial em juro dos EUA, para 3,5% Turbulência nos mercados: entenda o nervosismo de hoje  Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro  Mercados têm reação positiva ao corte do juro nos EUA   Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA     A decisão do Fed foi a primeira emergencial desde os ataques terroristas de 2001, enquanto a proporção do corte foi a mais profunda desde a década de 90. O corte não gerou nenhum consenso entre analistas, ministros e economistas sobre o impacto que terá no longo prazo.  A redução, que veio associada a um corte da taxa do redesconto, também foi insuficiente para resgatar a normalidade e a volatilidade prosseguiu como fio condutor das ações, moedas e outras classes de ativos. Num primeiro momento, as bolsas nos EUA reagiram em alta à decisão do Fed, mas no início da tarde o índice Dow Jones registrava baixa ao redor de 1%.  Na Europa, porém, o clima era positivo, com o FTSE-100 de Londres operando em alta de 2,49%, na máxima intraday. Em Paris, o CAC-40 avançava 2,57%, enquanto o DAX, de Frankfurt, subia apenas 0,66%. As ações da Petrobras ajudam a sustentar a alta da Bolsa, diante da queda nos mercados de NY. As ordinárias registravam ganho de 13,97% e as preferenciais subiam 9,96%, já reavendo as perdas de mais de 7% registradas na véspera, e incorporando aos preços a descoberta de um megacampo de gás natural na Bacia de Santos, batizado de Júpiter, localizado a 37 quilômetros das reservas gigantes de Tupi. A descoberta, anunciada na segunda após o fechamento do pregão, feita pelo consórcio formado pela estatal (com 80% de participação) e a portuguesa Galp Energia (20%), está localizada em reservatórios com profundidade de cerca de 5.100 metros. De acordo com a estatal, "a área desta estrutura pode ter dimensões similares às de Tupi". Em Lisboa, as ações da Galp subiam quase 10% no início desta tarde. Sozinhas, as ações de Petrobras movimentavam R$ 1 bilhão, quase um terço do volume financeiro da Bovespa às 13h48, de R$ 3,6 bilhões. Se mantiver esse ritmo de negócios até o fechamento, o giro projetado é de R$ 9,1 bilhões. "Volatilidade gera bons volumes", comentou uma fonte, destacando que a decisão do Fed trouxe de volta ordens de compra de investidores estrangeiros. Mas também continuam sendo observadas vendas de estrangeiros.

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