Bovespa sobe mais de 9% e bolsas européias fecham em alta

Bolsa paulista amplia as altas e renova as máximas nesta tarde, enquanto dólar mantém-se em recuo firme

Agência Estado,

28 Outubro 2008 | 15h26

A melhora dos mercados domésticos ganhou um pouco de força nesta tarde. A Bovespa amplia as altas e renova as máximas, enquanto no mercado de juros as taxas aceleram a queda, com destaque para os contratos de longo prazo. O dólar mantém-se em recuo firme, cotado em R$ 2,182 (-2,76%), no balcão, às 15h16. Operadores consultados pela Agência Estado não identificaram nenhum fato no noticiário que pudesse ter acentuado o bom humor dos investidores e atribuem o movimento à alta firme das bolsas em Wall Street e a correções técnicas. Às 15h53, o Ibovespa estava no melhor patamar do dia, 32.174 pontos, com avanço de 9,31%.   Veja também: Mantega volta ao Congresso para explicar MP 443 nesta 3ª Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Veja os primeiros indicadores da crise financeira no Brasil Lições de 29 Veja o que muda com a Medida Provisória 443 Veja as semelhanças entre a MP 443 e o pacote britânico Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Em Nova York, o Dow Jones avançava 3,54% e o S&P 500, 3,16%. Na Europa, as bolsas de valores fecharam em alta nesta terça-feira, interrompendo uma seqüência de cinco quedas consecutivas. O índice FTSEurofirst 300, que acompanha as principais ações do continente, fechou a sessão com alta de 2,15%, a 833 pontos, de acordo com dados preliminares. Madri fechou em queda de 1,30%; Lisboa subiu 0,20%; Frankfurt fechou em alta de 11,28%; Milão caiu 2,43%; Londres teve alta de 1,92%; e Paris subiu 1,55%.   Nesta terça, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) inicia reunião de dois dias, devendo anunciar sua decisão de política monetária para os EUA somente na quarta-feira, assim como o Copom brasileiro - que decide sobre a próxima taxa Selic. Os índices da Bolsa de Nova York também abiram com forte valorização.    Temores da crise   O pano de fundo desenhado com o temor de uma recessão global é o mesmo e, por isso, ninguém põe muita fé na recuperação, os investidores apenas aproveitam a oportunidade do momento. Novos dados macroeconômicos dos EUA vieram como um balde de água fria, como o índice de confiança do consumidor (Conference Board), que caiu à mínima histórica (38) em outubro, após uma leve alta no mês anterior, e o índice de atividade industrial do Federal Reserve de Richmond, que aprofundou a queda para -26, ante -18 em setembro.   Questiona-se, ainda a capacidade de grandes instituições, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) de contribuir efetivamente para resolver a crise financeira. Nesta terça, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, argumentou que o fundo de emergência de US$ 250 bilhões do FMI "pode não ser suficiente" para deter a disseminação da crise econômica.   Em um sinal de que a disseminação da crise virou realidade, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, alertou que o mundo tem menos de uma semana para evitar o colapso financeiro no Paquistão. E a Islândia, que tomará US$ 2 bilhões emprestados do Fundo, deu um choque em sua taxa de juros, elevando-a de 12% para 18%, numa tentativa desesperada de conter a fuga de capitais e a depreciação de sua moeda.   Ásia   Nesta terça, as autoridades japonesas anunciaram que irão adiantar a implementação de uma medida que proíbe a prática da venda especulativa antecipada de ações que se beneficia da tendência de queda, uma manobra conhecida no jargão financeiro pelo termo de "short selling". Com isso, o índice Nikkei, da Bolsa de Valores de Tóquio, no Japão, fechou em alta de 6,4%, depois de ter caído para o nível mais baixo em 26 anos na segunda-feira.   Além disso, os exportadores foram ajudados por uma queda acentuada no valor da moeda japonesa, o iene, contra o dólar. Os valores das ações caíram na abertura dos mercados na Ásia nesta terça, depois de um dia de instabilidade ao redor do mundo, mas se recuperaram ao longo do dia.   O índice Kospi, da Coréia do Sul, teve uma queda inicial de 2,6%, mas depois subiu para fechar em alta de 5%. Em Hong Kong, a recuperação foi ainda mais espetacular, fechando em alta de mais de 14%.     (com BBC Brasil e Reuters)  

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