Bovespa sobe, na expectativa de novo corte de juros nos EUA

Discurso de Bush e perspectiva de nova redução do Fed ajudam a acalmar investidores nesta terça-feira

Agência Estado,

29 de janeiro de 2008 | 11h58

A alta volatilidade que tem dominado o mercado de ações brasileiro nas últimas semanas pode dar uma trégua enquanto os investidores aguardam para ver se o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) confirma nesta quarta-feira a expectativa crescente de corte de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros norte-americana, para 3% ao ano. Veja também:Bush pede ação rápida para recuperar economia americana O Fed inicia nesta terça sua reunião de dois dias e o anúncio da decisão sairá na quarta às 17h15 (de Brasília). Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,97%, após apresentar fortes ganhos e perdas na semana passada. Nesta terça, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo dá seqüência à alta do fechamento do dia anterior e, às 11h53, avançava 1,26%, a 59.329 pontos.  No cenário externo, o dia parece ser mais tranqüilo. As principais Bolsas asiáticas fecharam em alta se ajustando ao fechamento em alta das bolsas em Nova York na segunda e refletindo a expectativa de um novo corte nos juros nos EUA. A Bolsa de Tóquio subiu 2,99%; Hong Kong 1% e Xangai 0,9%. Esse sinal positivo se propaga também pelas Bolsas européias, com Londres subindo 0,91% e Paris +1,31% às 11h06. No mesmo horário, nos EUA, o índice futuro do Nasdaq avançava 0,21% e o futuro do S&P 500 +0,31%.  O discurso de segunda à noite do presidente dos EUA, George W. Bush, sobre o Estado da União, no Congresso americano, ajudou a acalmar os investidores. Bush disse que o país está vivendo um "período de incerteza", mas assegurou que os norte-americanos, no longo prazo, "podem ter confiança sobre o crescimento econômico". Ele exortou o Congresso a aprovar com urgência o pacote de estímulo fiscal de US$ 150 bilhões negociado na semana passada entre a Casa Branca e os líderes de oposição democrata.  A divulgação do dado de encomendas de bens duráveis de dezembro também ajuda os mercados nesta manhã. As encomendas aumentaram 5,2% no mês passado, para US$ 226,60 bilhões, em base ajustada sazonalmente. O resultado surpreendeu economistas, que previam alta de apenas 2,1%. Em novembro, as encomendas registraram alta de 0,5% - dado revisado ante o cálculo anterior de +0,1%. Outro indicador norte-americano que pode influenciar o humor nesta terça é o índice de confiança do consumidor de janeiro, que a Conference Board divulga às 13 horas. O mercado também permanece sensível aos resultados de empresas.

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