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Bovespa sobe no dia, mas acumula queda na semana

A bolsa brasileira conseguiu sustentar a alta da tarde e fechar a sexta-feira no azul, ainda que os ganhos do dia não tenham sido suficientes para compensar as perdas da semana, com a iminência do vencimento de opções sobre ações contribuindo para a volatilidade do dia.

RODOLFO BARBOSA, REUTERS

17 de dezembro de 2010 | 20h25

O Ibovespa, principal índice acionário local, fechou com valorização de 1,0 por cento, para 67.981 pontos, tendo, na mínima, marcado queda de 0,53 por cento. O giro financeiro foi de 5,71 bilhões de reais.

Pressionada por três dias de queda, contudo, a bolsa acumulou na semana recuo de 0,53 por cento.

Apesar de ter começado a sessão no vermelho, no viés do clima de cautela na Europa após a Moody's ter reduzido o rating da Irlanda, o índice conseguiu se recuperar da tendência de queda e da saída de estrangeiros que minou pregões recentes.

O Ibovespa ainda acumula leve queda no ano, mas os investidores parecem mirar já 2011, o que pode indicar uma queda nos volumes a partir da semana que vem após o vencimento sobre ações.

"Depois dessas quedas o mercado voltou a trabalhar em cima do 67.500 pontos, vamos ver agora como será o vencimendo das opções e como o mercado fica no ano, ainda tem como recuperar", afirmou um operador de uma corretora, que prefere não ser identificado.

"A gente tem percebido o pessoal ajustando algumas carteiras, algumas vendas, já visando a virada do ano", complementou.

Enquanto isso, nos Estados Unidos Wall Street tinha sessão do vencimento simultâneo de opções e futuros de ações e de índices, com o Nasdaq tendo um desempenho melhor graças a bons resultados do setor de tecnologia.

No Ibovespa, as ações preferenciais da Petrobras fecharam em alta de 2,33 por cento, para 25,94 reais, enquanto as ações ordinárias da petrolífera subiram 2,32 por cento, para 28,62 por cento.

Os papéis preferenciais da Vale tiveram leve queda de 0,08 por cento, para 49,86 reais, ao passo que os papéis ordinários da mineradora ganharam 0,26 por cento, a 56,90 reais.

As ações de construtoras, que amargaram agudas perdas na véspera, tiveram recuperação. A PDG ganhou 5,81 por cento, para 9,65 reais, e a MRV subiu 5,64 por cento, para 14,99 reais.

No setor de construção, as vendas de materiais cresceram 5,41 por cento em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a associação do segmento, a Abramat.

No ramo de alimento, a Brasil Foods divulgou mais cedo que projeta alta de 12 por cento nas receitas no ano que vem, com os investimentos podendo chegar a 1,8 bilhão de reais. As ações da empresa subiram 3,26 por cento, para 27,52 reais.

"O guidance de 2011 veio melhor que o esperado", afirmou o analista Márcio Kawassaki, do Citi, em relatório sobre a Brasil Foods em que comentava as previsões da empresa.

"A empresa acredita que os recentes ajustes implementados para exportação de frango devem compensar a pressão nos custos e manter as margens em seus níveis atuais", complementou.

Enquanto isso, a Embraer subiu 0,81 por cento, para 12,38 reais, no dia em que a Alitalia anunciou ter desistido do plano de comprar o jato regional russo Superjet e, em vez disso, irá fazer leasing de 20 novos aviões da fabricante brasileira.

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