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Bovespa sobe pelo 4º dia e tem maior nível em mais de 4 anos

O Ibovespa - principal índice do mercado acionário brasileiro - chegou perto dos 64 mil pontos; dólar recuou para R$ 3,18

O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2016 | 18h29

A Bovespa teve hoje sua quarta alta consecutiva, incentivada por uma onda de otimismo que vem se estendendo pelo mês de outubro. Sem notícias específicas que justificassem uma sessão de euforia, a alta desta terça-feira se apoiou na manutenção do tom positivo que vem influenciando o mercado nos últimos dias. Sustentado em grande medida pela maior participação do investidor estrangeiro, o Índice Bovespa terminou o dia em alta de 1,73%, aos 63.782,20 pontos, maior patamar desde 3 de abril de 2012.

Em quatro dias de alta, o Ibovespa subiu 4,52%, levando o acumulado de outubro a 9,28% em outubro e de 47,14% em 2016. O volume financeiro do dia totalizou R$ 9,83 bilhões, bem acima dos R$ 6,63 bilhões da média de setembro. 

 

O cenário interno continuou a alimentar o apetite do investidor, que repercute os recentes avanços do governo na votação de medidas do ajuste fiscal, além da expectativa de corte de juros na reunião de amanhã do Comitê de Política Monetária (Copom), pela primeira vez após quatro anos. O mercado internacional exerceu importante influência, uma vez que as bolsas norte-americanas reagiram à queda do dia anterior e exibiram ganhos significativos. O petróleo alternou altas e baixas, mas terminou o dia com ganhos, o que reforçou a alta das ações da Petrobrás.

Os papéis da estatal petrolífera, aliás, voltaram a figurar entre os principais destaques da bolsa. Com ganhos de 2,06% (ON) e de 3,08% (PN), as ações refletiram a notícia de que o Conselho de Administração aprovou a venda integral das ações da Nansei Seikyu (NSS), empresa localizada no Japão, para a Taiyo Oil Company. O pagamento (integral) dos US$ 129,285 milhões da operação está previsto para dezembro deste ano.

Em dia de maior apetite por risco no exterior, as ações da Vale subiram 2,91% (ON) e 2,60% (PNA). Os papéis acompanharam os ganhos de outras mineradoras pelo mundo, que por sua vez refletiram expectativas de aquecimento econômico em mercados estratégicos, como a China. Essa percepção também impulsionou ações do setor siderúrgico, igualmente sensíveis a sinais de aquecimento de atividade econômica. Entre elas, destaque para Gerdau PN (+5,03%) e CSN ON (+3,01%). As ações de bancos também estiveram entre as mais relevantes do dia, tendo Santander units à frente (+4,37%), seguido por Bradesco ON (+2,49%).

Câmbio. O dólar teve queda firme ante o real nesta terça-feira e terminou na casa de R$ 3,18 (-0,92%), influenciado pelo movimento da moeda no exterior e expectativa de ingresso de recursos no país por conta da repatriação de ativos de brasileiros no exterior.

"O dólar acompanhou de perto o mercado externo", comentou o sócio-diretor da gestora Jive Asset Management, Leonardo Monoli, ao justificar o comportamento do dólar, que chegou para R$ 3,17 ao longo da sessão.

(Paula Dias e Reuters)

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