Bovespa sobe pelo 9o dia, maior série desde 2003

O Ibovespa cravou nesta quinta-feira a maior série de ganhos em quase sete anos, com o otimismo com as empresas locais e a participação mais intensa de estrangeiros compensando a fraqueza de Wall Street.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

29 de julho de 2010 | 18h59

O principal índice das ações brasileiras fechou em alta de 0,22 por cento, aos 66.953 pontos. Com o nono dia de alta, é a maior série positiva desde agosto de 2003. O giro financeiro do pregão foi de 5,55 bilhões de reais.

Em Nova York, o índice Standard & Poor's 500 terminou em baixa de 0,42 por cento. O índice Nasdaq caiu mais, 0,57 por cento, afetado por perspectivas fracas de empresas do setor de tecnologia.

"O Ibovespa está mostrando certo descolamento. Em dia de queda, caímos menos. Em dia de alta, subimos mais", disse um membro da equipe de análise da Brava Investimentos.

Por trás da resistência do mercado brasileiro está o retorno dos investidores estrangeiros. Em julho, o ingresso de 2,9 bilhões de reais para a Bolsa (até o dia 28) praticamente compensou o saldo negativo acumulado em todo o ano.

"O problema é o volume financeiro. Ontem foi em cima da média, em 3 ou 4 pregões ele foi abaixo da média, indicando que essa alta é uma alta um pouco superficial".

O volume médio em julho, até o dia 28, era de 5,3 bilhões de reais, segundo a BM&FBovespa.

Empresas ligadas à dinâmica interna da economia, como varejo e setor imobiliário, lideraram os ganhos do Ibovespa. A fabricante de cosméticos Natura, que divulgou lucro acima do esperado na semana passada, teve a maior alta do índice, 4,38 por cento, a 44,57 reais, e a construtora Cyrela avançou 4,24 por cento, a 24,60 reais.

A varejista Lojas Renner também se destacou com a expectativa positiva sobre o balanço da empresa, subindo 3,79 por cento, a 54,48 reais. A empresa divulgou após o fechamento do mercado lucro trimestral de 91 milhões de reais.

A mineradora Vale passou quase todo o dia em alta, em meio à expectativa pela divulgação do balanço da empresa após o fechamento do mercado. No fim do dia, porém, as ações preferenciais perderam força para ganhar somente 0,05 por cento, para 42,52 reais.

A Vale anunciou ainda pela manhã oferta pública de aquisição da produtora de cobre Paranapanema, no valor total de 2 bilhões de reais. As ações da Paranapanema, fora do índice, dispararam 7,59 por cento, para 6,24 reais.

Na ponta negativa do Ibovespa, os principais destaques estiveram ligados a notícias corporativas. A siderúrgica Usiminas teve baixa de 2,04 por cento de suas ações preferenciais, a 51,90 reais, após divulgar um lucro um pouco abaixo das expectativas no segundo trimestre.

As maiores quedas se concentraram no setor de telecomunicações. A ação ordinária da Oi despencou 8,07 por cento, para 32,36 reais, ainda em função do aumento de capital previsto na aliança com a Portugal Telecom.

Pão de Açúcar também voltou a cair forte, 3,12 por cento, a 58,47 reais, após anunciar na véspera lucros abaixo do esperado.

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