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Bovespa sobe quase 2% e inicia julho com recorde

Ibovespa avançou 1,80%, para 55.371 pontos. Total negociado foi de R$ 3,6 bi

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 19h11

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o segundo semestre com o pé direito. O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - fechou acima de 55 mil pontos pela primeira vez nesta segunda-feira, renovando seu recorde histórico na esteira do bom desempenho das bolsas de Nova York. O Índice avançou 1,80%, para 55.371 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 3,6 bilhões. Notícias de fusões e aquisições e um dado do setor manufatureiro que mostrou expansão do setor nos Estados Unidos incentivaram compras de ações em Nova York e abriram caminho para uma valorização também na bolsa paulista. "Há muita liquidez (volume de negócios). Toda vez que há uma tranqüilidade no cenário internacional como hoje...vemos isso aí, uma melhora da bolsa, em função da diversificação de ativos no mundo todo", disse Miguel Daoud, diretor da Financial Advisor. O recorde anterior era 54.730 pontos, registrado em 18 de junho. "Acho que daqui um ou dois meses vai ter um ajuste um pouco forte, mas ela chega nos 60 mil pontos no final do ano", complementou Daoud. Com os ganhos desta segunda-feira, a alta no ano passa a quase 25%. O papel mais negociado foi o da Companhia Vale do Rio Doce, com valorização de 2,76%, para R$ 74,49. A blue chip Petrobras avançou 2,25%, para R$ 52,80, com ajuda da alta do preço do petróleo no mercado internacional. O barril da commodity encerrou a segunda-feira acima de US$ 72, maior nível em 10 meses.Nos Estados Unidos, o Dow Jones avançou 0,95% nesta sessão. A Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - subiu 1,12%. Mercado cambialO dólar aproveitou o clima favorável nos mercados estrangeiros e fechou em queda nesta segunda-feira, influenciado pelo fluxo cambial positivo. A moeda norte-americana encerrou em baixa de 0,73%, vendida a R$ 1,9160. "A tendência natural do dólar é de depreciação, considerando que o fluxo é totalmente positivo e que não há fatores imediatos sugerindo movimento reversivo dos capitais estrangeiros investidos no mercado financeiro", avaliou a corretora NGO em relatório. O fluxo cambial positivo, que nos cinco primeiros meses de 2007 praticamente se igualou ao acumulado em todo o ano passado, é gerado em parte pelo forte superávit da balança comercial, que bateu novo recorde no primeiro semestre deste ano. Apesar do crescimento das importações, o país teve saldo comercial positivo de US$ 20,662 bilhões, ante US$ 19,545 bilhões no mesmo período do ano passado.

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