Bovespa sobe quase 6% e tem maior alta desde outubro de 2002

Em Nova York, o Dow Jones avançava 0,27%, o S&P tinha ganho de 0,46% e o Nasdaq avançava 1,41%

Agência Estado,

24 de janeiro de 2008 | 18h12

O mercado de ações no Brasil operou em forte alta durante todo o dia, em linha com o movimento das bolsas globais. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou nesta quinta-feira, 24 - último dia útil de uma semana de crise nos mercados - com a maior alta desde 17 de outubro de 2002. No encerramento dos negócios, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - fechou em 57.463, pontos, alta de 5,95%. Na Europa, as bolsas fecharam com a maior alta dos últimos 5 anos. Veja também: Bolsas asiáticas mantêm recuperação; Hong Kong destoa e cai  Société Générale anuncia perda de 4,9 bi de euros com fraude Bolsas européias se recuperam e fecham em forte alta Bush confirma pacote e Bolsa amplia alta Dólar termina semana comportado; Bolsa sobe mais de 6% Veja como ficam seus investimentos com a crise nos mercados Especialistas recomendam cautela com ações Entenda a crise nos Estados Unidos  Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro   A Bolsa paulista abriu hoje recuperando o atraso de ontem, quando o Dow Jones, no encerramento dos negócios, devolveu toda a perda do dia e teve ganho forte. A razão da alta lá ontem foi o boato de que um plano de ajuda estaria sendo elaborado para ajudar as seguradoras de bônus, depois confirmado. Segundo o New York Times, as medidas podem ser anunciadas em 48 horas e devem socorrer principalmente as MBIA e Ambac que, juntas, garantiram compradores contra perdas em mais de US$ 1 trilhão de bônus.  Mas o que manteve os ganhos ao longo do dia na Bovespa foi a volta dos investidores estrangeiros às compras, aproveitando as pechinchas, e reforçados com o anúncio do plano de ajuda aos contribuintes finalmente anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Pelo pacote, o governo dos EUA ajudará os contribuintes com a devolução de impostos de US$ 600 a US$ 1.200, numa ajuda total de US$ 150 bilhões. O acordo foi viabilizado por um acordo do governo com o Congresso e será posto em prática para tentar impedir a recessão - ou reduzir seu prazo de duração, já que alguns já arriscam que os EUA já mostrarão crescimento negativo neste trimestre. Em pronunciamento, o presidente Bush salientou que o plano é "temporário, efetivo e robusto", e que a economia do país, embora estruturalmente saudável, enfrenta desafios.  O pacote, no entanto, não é muito diferente do que já havia sido dito e, por esta razão, não gerou muito entusiasmo dos investidores norte-americanos. Às 18h20, o Dow Jones avançava 0,27%, o S&P tinha ganho de 0,46% e o Nasdaq avançava 1,41%.  Nada mudou no mercado de ações com a descoberta de uma fraude no Société Générale de 4,9 bilhões de euros. O banco francês anunciou hoje que um funcionário havia ocasionado perdas de quase cerca de US$ 7,1 bilhões e que, além disso, teve que prover uma baixa contábil adicional de 2,05 bilhões de euros em ativos ligados ao subprime (mercado imobiliário de risco). Por causa da fraude e da baixa contábil, o banco terá um lucro líquido de entre 600 milhões de euros e 800 milhões de euros para o ano de 2007.  Apesar da recuperação de hoje, não dá para dizer que a normalidade voltou. A semana que vem terá agenda muito carregada nos Estados Unidos e a Bovespa ainda tem o agravante de voltar ao trabalho na segunda-feira depois de não operar na sessão de amanhã por causa do aniversário de São Paulo, que fechará os mercados domésticos. Um dos principais destaques da semana é a reunião do banco central dos Estados Unidos, no dia 30, do qual se espera mais um corte de juro.

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