Bovespa sofre com maior aversão ao risco e temor com bancos

Alerta vermelho voltou a soar no exterior após a Moody's avisar sobre o risco dos bancos do Leste Europeu

Sueli Campo, da Agência Estado,

17 de fevereiro de 2009 | 11h20

A queda de mais de 3% na abertura da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reflete o comportamento de aversão ao risco das bolsas no exterior. Às 11h12, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - caiu 3,03%, aos 40.406 pontos. Na última segunda, após passar quase o dia todo no vermelho, o índice deu uma guinada nos momentos finais do pregão e fechou em alta de 0,40%, elevando para 6,47% a rentabilidade acumulada neste mês. Veja também:Bolsas europeias caem após alerta da Moody's sobre bancosDéficit comercial na zona do euro é o maior da década De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Hoje, o alerta vermelho voltou a soar após a Moody's ter alertado para o risco que os bancos do Leste Europeu enfrentam por causa da deterioração econômica na região, e o impacto sobre os controladores sediados na Europa Ocidental. A preocupação com a setor financeiro levou o ouro a operar no maior nível desde julho tanto no mercado à vista quanto no futuro, com os investidores trocando euros pelo metal precioso. Na Europa, as vendas no mercado acionários se concentram no setor bancário. Na volta do feriado prolongado nos EUA, os investidores mantêm o pé no freio na expectativa do plano de reestruturação das montadoras norte-americanas General Motors e Chrysler, como parte do acordo para receberem bilhões de dólares em empréstimos federais. O plano deve ser divulgado nesta terça. Além disso, a gigante do setor de varejo e integrante do índice Dow Jones, Wal-Mart anuncia o resultado do quarto trimestre. Analistas esperam queda no lucro e previsões desapontadoras para o futuro. Diante desse quadro de pessimismo, as commodities voltam a mostrar debilidade. Os metais básicos negociados em Londres são pressionados por dados econômicos ruins, aumento dos estoques e ganhos do dólar frente ao euro. Traders acreditam que os metais podem continuar recuando em direção ao piso de seus intervalos recentes. Na Comex eletrônica, o cobre para março recuava 4,68% mais cedo, para US$ 1,4665 por libra peso. O petróleo segue sofrendo os efeito da queda de demanda e era cotado na faixa de US% 35 o barril às 10h44, em queda de 4,75%, na Nymex eletrônica. No caso da Vale, além dos metais em baixa e da expectativa com o resultado, que sai nesta quinta-feira, os investidores se deparam ainda com novas notícias sobre a negociação em torno do reajuste do minério de ferro. A China informou que não aceitará preços diferentes para o minério de ferro do Brasil e da Austrália por causa das taxas de frete, como ocorreu no ano passado. A declaração foi feita pelo secretário-geral da Associação de Aço e Ferro da China (Cisa), Shan Shanghua, em entrevista por telefone. Segundo ele, as siderúrgicas do país querem voltar ao preço de referência único, como nos anos anteriores. No ano passado, a Vale e as mineradoras australianas romperam com a tradição de fixarem um único preço para o produto e foram bem sucedidas ao determinarem valores diferentes, em razão das despesas para transporte marítimo.

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