Bovespa supera 60 mil pontos pela 1ª vez desde julho de 2008

Declarações de Bernanke sobre fim da crise e dados positivos embalam mercados; dólar cai a R$ 1,80

Reuters e Agência Estado,

16 de setembro de 2009 | 13h05

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), acelerava a alta no pregão desta quarta-feira, 16, e atingia 60 mil pontos pela primeira vez desde julho de 2008, beneficiado por dados econômicos e corporativos. Às 14h47 (de Brasília), o Ibovespa valorizava-se 1,68%, aos 60.259 pontos, renovando a máxima. No ano, a valorização da Bovespa beira 60%. Desde cedo, o apetite por risco enfraquecia o dólar de maneira generalizada no exterior e no Brasil. A forte entrada de dólares no segmento financeiro do País também contribui para a queda. Às 15h15, a moeda norte-americana caia 0,33%, cotada a R$ 1,80.

 

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Os mercados internacionais também sustentam seus ganhos, ainda embalados pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, de que a recessão dos EUA teria terminado. Em Wall Street, o índice Dow Jones exibia valorização de 1,11%, Nasdaq subia 1,30% e S&P 500 ganhava 1,44%. Na Europa, os mercados também encerraram com ganhos - pela nona vez nos últimos dez pregões. Em Londres, o FT-100 subiu 1,63%; em Frankfurt, o Dax avançou 1,27% e em Paris o CAC-40 fechou em alta de 1,64%.

 

Apesar do cenário econômico mais otimista vislumbrado pelos mercados, analistas alertam que a alta das bolsas é excessiva quando confrontada com o ritmo de recuperação efetivo da economia. Para muitas casas, o nível dos 60 mil pontos para o Ibovespa era visto como uma meta para o fim deste ano, o que fortalece a iminência de uma realização de lucros no curtíssimo prazo.

 

Nesta quarta-feira, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto registrou a criação de 242.126 empregos formais. No acumulado de janeiro a agosto de 2008, foram criados 680.034 postos de trabalho. Lá fora, os EUA amargam altos níveis de taxa de desemprego, mas os recentes indicadores econômicos norte-americanos já sinalizam uma recuperação da atividade.

 

Na agenda norte-americana desta quarta, a atenção ficou voltada para os números da produção industrial dos EUA em agosto, que subiu 0,8% no mês passado, acima do previsto (+0,6%). A taxa de utilização da capacidade também veio melhor que o esperado e bateu 69,6%, ante expectativa de 69,0%. Em julho, a produção industrial norte-americana foi revisada para uma alta de 1,0%, de +0,5% originalmente. O dado inicialmente estimado para julho havia sido de 68,5%. No entanto, o nível ainda é inferior à média de 1972 a 2008, que foi de 80,9%.

 

Outro indicador nos EUA que também era aguardado era o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que subiu 0,4% em agosto ante julho, em linha com a previsão. O núcleo do índice também ficou dentro do previsto, ao avançar 0,1%, na mesma base de comparação. Em relação a agosto do ano passado, o CPI caiu 1,5% e o núcleo do índice subiu 1,4%, a menor alta desde fevereiro de 2004.

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