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Bovespa tem 2ª maior alta do mês, com ajuda de estrangeiros

Bolsa de SP sobe 5,01% e recupera, em apenas uma sessão, quase toda a perda acumulada na semana passada

Claudia Violante, da Agência Estado,

18 de maio de 2009 | 17h34

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou nesta segunda-feira, 18, a segunda maior alta de maio, ao subir 5,01% (atrás apenas dos 6,59% do último dia 4) e fechou aos 51.463,02 pontos (maior pontuação desde o dia 6 - 51.499,48 pontos).  O dia de noticiário positivo e de bolsas em alta mundo afora levou o mercado acionário doméstico a recuperar, em apenas uma sessão, quase toda a perda acumulada na semana passada.

 

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No mês, a Bolsa acumula ganhos de 8,83% e, no ano, de 37,05%. O giro financeiro totalizou R$ 7,858 bilhões, dos quais R$ 2,48 bilhões referiram-se ao vencimento de opções sobre ações. Os dados são preliminares.

 

"Foi um exercício muito bom, acima do esperado", comentou o gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders, ao destacar que muitos investidores vinham comprando posições lá atrás, principalmente em dias de queda do índice. Esse movimento, explicou um profissional de renda variável de uma corretora em São Paulo, sinaliza que mesmo quando se desfaziam dos papéis esses investidores não queriam ficar de fora do mercado, daí a escolha pela opção, mais barata. "A tendência da bolsa é para cima. Quem vende, acaba voltando", resumiu este especialista.

 

O movimento altista desta segunda foi favorecido pelo desempenho do mercado externo e pela 'fome' dos estrangeiros pelos ativos domésticos. A alta generalizada das bolsas teve como destaque os ganhos da Bolsa da Índia, onde os índices ganharam 17% em reação à vitória da coalização liderada pelo Congresso nas eleições.

 

A euforia vista na Bovespa também teve, mais uma vez, o dedo da China. O governo daquele país detalhou um plano de estímulo para a indústria de petróleo e petroquímica, pelo qual comunicou a intenção de processar 405 milhões de toneladas métricas de petróleo bruto por ano até 2011.

 

Com a notícia da China e do agravamento da tensão na Nigéria, onde instalações de companhias de petróleo voltaram a ser atacadas por militantes, o contrato do petróleo negociado na Nymex subiu 4,77%, no vencimento de junho, para US$ 59,03.

 

Ações 

 

Petrobras, embora tenha tido um desempenho praticamente colado ao do Ibovespa, ficou aquém da alta de Vale e siderúrgicas, já que, nos bastidores, ainda pesa desfavoravelmente à empresa a possível instalação, no Senado, da CPI para investigá-la. Petrobras ON terminou em alta de 4,80% e PN, de 4,50%.

 

Os ganhos da Vale superaram os 6% (+6,56% a ON e +6,29% a PNA). Hoje, o presidente da empresa, Roger Agnelli, afirmou que as negociações para definir os preços do minério de ferro para 2009 devem ser concluídas nas próximas semanas.

 

Nas siderúrgicas, a menor alta foi de 5,79%, de Usiminas PNA. Gerdau PN avançou 8,48%, Metalúrgica Gerdau PN, 7,20%, e CSN ON, 6,23%. Já no setor bancário, Bradesco PN subiu 5,15%, Itaú Unibanco PN, 4,83%, e BB ON, 5,17%.

 

A arrancada das bolsas norte-americanas foi outro ingrediente positivo ao mercado doméstico. O Dow Jones terminou o pregão em alta de 2,85%, aos 8.504,08 pontos, o S&P 500, de 3,04%, aos 909,71 pontos, e o Nasdaq, de 3,11%, aos 1.732,36 pontos. Os ganhos se aceleraram à tarde, após a divulgação do dado que mostrou o avanço do índice de confiança das construtoras, de 14 em abril para 16 em maio, a segunda alta seguida.

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