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Bovespa tem 2a queda consecutiva por tensão na Líbia

O mercado brasileiro de ações fechou mais um dia em terreno negativo nesta terça-feira, afetado pelos temores em relação à instabilidade na Líbia.

CAROLINA MARCONDES, REUTERS

22 de fevereiro de 2011 | 18h58

O fraco desempenho dos papéis de bancos e empresas de construção civil também contribuíram para a segunda queda consecutiva do índice que reúne as principais ações brasileiras.

O Ibovespa terminou a sessão com desvalorização de 1,22 por cento, a 66.439 pontos, com giro financeiro de 8,44 bilhões de reais.

O cenário externo, mais precisamente a Líbia, foi novamente o principal direcionador tanto do mercado brasileiro quanto dos europeus e norte-americano. O líder líbio Muammar Gaddafi reafirmou nesta terça-feira sua determinação de permanecer no poder apesar da revolta popular contra seu governo, prometendo ficar no poder e "morrer aqui como um mártir".

A preocupação com possíveis paralisações no fornecimento de petróleo pela Líbia, grande produtor e exportador da commodity, levou a uma nova disparada dos preços no mercado internacional. Nos Estados Unidos, a alta do produto com entrega para março, contrato que venceu no fechamento do mercado, foi de 8,55 por cento, e o barril terminou o dia cotado a 93,57 dólares.

Na Europa, o FTSEurofirst recuou 0,58 por cento, enquanto nos Estados Unidos o índice Dow Jones cedeu 1,44 por cento e o S&P 500 cedeu 2,05 por cento.

"A situação externa deu o tom hoje, e o petróleo em alta beneficiou a Petrobras. O Ibovespa só não caiu mais por causa dela", disse o analista da XP Investimentos Rossano Oltramari.

As ações ordinárias da Petrobras avançaram 1,91 por cento, a 31,54 reais, enquanto as preferenciais subiram 1,35 por cento, a 27,77 reais. A maior valorização do índice ficou por conta da Redecard, com alta de 3,35 por cento, a 21,89 reais.

Do lado negativo, a Cyrela teve a maior desvalorização do índice, recuando 5,3 por cento, a 16,80 reais. PDG Realty, MRV e Rossi Residencial também foram destaques negativos.

Além disso, apesar de reportar bons resultados trimestrais, as ações do Itaú-Unibanco fecharam em queda de 2,19 por cento, a 36,63 reais. "Os investidores estão devolvendo os ganhos mesmo com o resultado positivo", observou Oltramari.

O maior banco privado do Brasil registrou uma alta anual de 20,9 por cento no lucro líquido recorrente do quarto trimestre, para 3,4 bilhões de reais, apoiado em crescimento da carteira de crédito e em ligeira redução na despesa com provisão para perdas com crédito.

As ações do Banco do Brasil e Bradesco também fecharam o dia em queda, recuando, respectivamente, 3,23 por cento e 2,53 por cento.

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