Bovespa tem 2a queda por EUA, mas alivia perdas no final

A Bovespa acompanhou a apatia de Wall Street e caiu pela segunda vez seguida nesta sexta-feira vazia em dados econômicos relevantes, movimento amortecido pelo bom desempenho de ações ligadas ao mercado doméstico.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

20 de agosto de 2010 | 18h07

Pressionado principalmente pelo setor de metais, o Ibovespa recuou 0,31 por cento, para 66.677 pontos. O giro financeiro do pregão somou 4,29 bilhões de reais.

"Os dados ruins dos EUA ainda pesam nos mercados", disse a Fator Corretora, em relatório.

Na ausência de dados mais frescos e em meio à volatilidade dos mercados de Nova York devido à disputa pelos contratos de opções, os investidores seguiram reverberando nos EUA dados divulgados na véspera que mostraram fraqueza da economia norte-americana.

Embora de forma global esse panorama mais adverso tenha prevalecido também na bolsa paulista, a definição dos melhores e piores desempenhos domésticos deveu-se a fatores isolados.

Na ponta de baixo, ações de empresas ligadas a metais foram as que mais pesaram, após a Associação Mundial do Aço ter informado que a produção mundial do produto subiu na comparação anual, mas caiu ante junho .

Analistas viram no relatório sinais de aumento dos estoques de aço no Brasil, o que tende a pressionar para baixo os preços cobrados pelas siderúrgicas nacionais e, consequentemente, suas ações.

Com isso, MMX caiu 3,4 por cento, a 12,36 reais. O papel preferencial da Usiminas, cujo preço-alvo foi reduzido pelo Barclays, caiu 1,8 por cento, a 46,20 reais.

No mesmo bloco, CSN e a ação preferencial da Vale perderam ambas 1,25 por cento, negociadas a 28,36 reais e 43,35 reais, respectivamente.

Na ponta contrária, ações de concessionárias de serviços públicos e de companhias ligadas a consumo e a finanças tiveram outro dia positivo. Entre as elétricas, Cemig avançou 3 por cento, a 26,11 reais. A companhia anunciou a compra de 49 por cento do capital da Lightger, do grupo Light.

Entre as varejistas, Lojas Americanas ganhou 2,4 por cento, a 14,75 reais. Em telefonia, Vivo subiu 2 por cento, a 44,74 reais.

Algumas empresas do setor de construção civil cujas ações receberam recomendação de compra pelo Deutsche Bank também se destacaram. MRV foi a melhor, com avanço de 1,3 por cento, a 15,10 reais.

O papel mais negociado do dia, a ação preferencial da Petrobras, fechou estável a 26,78 reais, com menor pressão sobre os papéis oriunda das incertezas relacionadas ao processo de capitalização da companhia após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter dito que a oferta de ações da empresa está garantida para setembro.

"A expectativa para o mercado brasileiro como um todo ainda é positiva, com exceção de Petrobras, pelo menos enquanto permanecerem essas indefinições", disse Renato Tavares, assessor de investimentos da Intrader.

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