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Bovespa tem 4ª baixa seguida e desce aos 55 mil pontos

Cenário:

CLAUDIA VIOLANTE , O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2011 | 03h08

A piora de humor no mercado internacional durante a tarde arrastou a Bovespa para a mínima do dia no fechamento, aos 55.298 pontos, em queda de 1,42%. O giro financeiro, de R$ 9,257 bilhões, foi turbinado pelo vencimento de opções sobre ações. Este é o quarto pregão consecutivo de perdas para a Bolsa brasileira, que acumula no período desvalorização de 3,82%. Ontem, pode ter sido o último pregão "animado" na Bovespa em 2011. O ritmo lento lá de fora, onde o volume negociado já começa a diminuir devido à proximidade das festas de fim de ano, deve ser a regra nas próximas duas semanas no mercado acionário doméstico.

Em Nova York, as vendas se intensificaram, lideradas pelo setor financeiro. O S&P 500 caiu 1,18%, o Nasdaq declinou 1,26% e o Dow Jones recuou 0,84%.Na Europa, as bolsas ficaram de lado, na expectativa do desfecho da teleconferência dos ministros de Finanças da União Europeia. Os governos dos 17 países que integram a zona do euro concordaram em aumentar o poder de fogo do Fundo Monetário Internacional (FMI), concedendo um empréstimo de € 150 bilhões para combater a crise na região. Mas o desânimo se instalou após a constatação de que foi mantido em € 500 bilhões o limite à capacidade conjunta de empréstimos da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês) e do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM) - fundo de ajuda financeira que deve ser introduzido no ano que vem. Também repercutiu negativamente nos negócios no começo da tarde os comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que o panorama econômico europeu está sujeito a "grande incerteza" com possibilidade substancial de baixa.

O dólar na praça doméstica subiu, pressionado desde cedo por preocupações com o cenário internacional, agravado ontem pelo anúncio da morte do ditador norte-coreano Kim Jong-il, e por um fluxo cambial negativo. O mercado monitorou proposta brasileira na Cúpula do Mercosul, no Uruguai, de aumentar a lista de exceção dos produtos que pagam alíquotas de importação de 35%. A moeda dos EUA foi cotada a R$ 1,8680 (+0,65%).

Os juros futuros subiram levemente, mas em meio a baixa liquidez, com os investidores assimilando a deflação da segunda prévia do IGP-M (-0,07%) e o avanço das projeções do IPCA para 2011 na pesquisa Focus, do Banco Central. A Focus mostrou o IPCA em 6,52%, acima do teto da meta de inflação.

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