Bovespa tem 6ª queda e a menor pontuação em oito meses

O clima ruim no mercado externo seguiu imputando queda à Bovespa, ontem pelo 6º dia seguido, no qual perdeu o patamar de 59 mil pontos. No rol de justificativas, alguns indicadores norte-americanos se somaram à crise europeia, mantendo os investidores longe de ativos arriscados. No início da tarde, no entanto, rumores de que teria ocorrido uma intervenção no euro deram fôlego à moeda do Velho Continente, diminuindo um pouco as baixas nas Bolsas.

Cenário: Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2010 | 00h00

Durante o dia, os investidores operaram em meio a incertezas sobre a crise fiscal na Europa e o receio de ampliação, por outros países, das medidas tomadas pela Alemanha em relação a vendas a descoberto de vários ativos. A expectativa é de que na reunião, hoje, de ministros de Finanças da zona do euro, em Bruxelas, sejam focadas medidas para fortalecer a estabilidade da região. Nos Estados Unidos, os indicadores também não ajudaram. O índice dos indicadores antecedentes do país caiu 0,1% em abril pela 1ª vez desde março de 2009, quando se esperava aumento de 0,2%; e o número de pedidos de auxílio-desemprego subiu 25 mil na semana até 15 de maio, contrariando previsões de queda de 4 mil.

Em São Paulo, a Bovespa recuou 2,51%, aos 58.192,08 pontos, menor nível desde 9 de setembro de 2009. Foi a 6ª baixa seguida, período no qual perdeu 10,78%. Em relação à pontuação máxima de 2010, de 71.784,78 pontos em 8 de abril, a perda atingiu 18,93%.

Em Nova York, o Índice Dow Jones caiu 3,60% e o Nasdaq, 4,11%.O dólar à vista subiu 1,36%, para R$ 1,8620, na 6ª sessão de ganhos acumulados em 4,90%. No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ 1,2480, de US$ 1,2391 no fim da tarde de 4ª feira.

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