Bovespa tem a 4ª alta seguida e a maior pontuação desde maio

A Bovespa subiu 1,97% ontem, pelo 4º dia seguido, aos 65.748,10 pontos - maior pontuação desde 4 de maio. O avanço foi amparado pela melhora do cenário externo, a queda do desemprego no País em junho e a redução do ritmo de avanço da taxa Selic.

Cenário: Rosangela Dolis, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2010 | 00h00

No mercado de juros, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira à noite de elevar, em votação unânime, a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, para 10,75% ao ano, mesmo que, em boa medida, precificada na curva de juros exigiu ajustes nas taxas futuras ontem. É que havia também posições montadas na aposta de nova alta de 0,75 ponto. Dessa maneira, as taxas curtas recuaram e, sancionada a expectativa de uma política monetária menos severa, os investidores adicionaram prêmios nos vencimentos de longo prazo, cujas taxas avançaram em razão do risco de haver pressões inflacionárias no futuro. No comunicado divulgado após a reunião, o Copom afirmou que desde o último encontro houve um processo de redução de riscos para a inflação, relacionado a fatores internos e externos, e que a decisão contribuirá para intensificar este processo. O texto não foi suficiente para uniformizar as expectativas em relação ao próximo passo da política monetária, o que poderá ficar mais claro na ata da reunião, que sai na próxima 5ª feira. Por ora, as previsões sobre a Selic em 1º de setembro são de nova alta de 0,50 ponto, elevação de 0,25 ponto ou ainda estabilidade em 10,75%. Ontem, o juro para janeiro de 2011 caiu a 10,89% e para janeiro de 2014 subiu a 11,92%.

No câmbio, o dólar caiu 1,40% - maior perda desde 10 de junho -, a R$ 1,760 no balcão.

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