Bovespa tem a melhor alta do mês, ajudada por Nova York

Queda no início do pregão fez com que muitos investidores fossem às compras; índice fecha em alta de 1,20%

Claudia Violante, da Agência Estado,

10 de julho de 2008 | 18h06

Após a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cair abaixo de 58,5 mil pontos logo na abertura, muitos investidores foram às compras e, ajudados pela melhora nos Estados Unidos, garantiram a alta mais vigorosa ao índice neste mês de julho (foi a terceira do mês). O desempenho só não foi melhor porque as blue chips Vale e Petrobras continuaram abatidas pela saída de estrangeiros nestes papéis.  Veja também:Em dia de forte oscilação, dólar fica em R$ 1,6100  "A Bolsa estava trabalhando no preço de promoção de shopping. Não tinha como não comprar", sintetizou um profissional do mercado sobre as condições desta quinta-feira, 10. O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 1,20% aos 60.252,7 pontos. Oscilou entre a mínima de 58.338 pontos (-2,01%) e a máxima de 60.589 pontos (+1,77%). No mês, o índice acumula perdas de 7,33% e, no ano, de 5,69%. O volume financeiro totalizou R$ 6,349 bilhões (preliminar). A notícia que favoreceu os índices norte-americanos a operarem no azul nesta quinta foi a de que a Rohm & Haas concordou em ser vendida para a Dow Chemical em uma transação em dinheiro avaliada em US$ 15,3 bilhões, oferta que representa um prêmio de 74% sobre o preço de fechamento das ações da Rohm ontem e sinaliza que uma onda de consolidação do setor químico pode estar em andamento.  Além disso, o varejo norte-americano, liderado pelo Wal-Mart, divulgou vendas acima das previsões, ajudadas pelos cheques de devolução de impostos dados pelo governo aos contribuintes. E, para completar, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram em 58 mil na semana encerrada em 5 de julho, para 346 mil, a maior queda desde setembro de 2005. Com tudo isso, O Dow Jones encerrou em alta de 0,73%, aos 11.229,0 pontos, o S&P, de +0,70%, aos 1.253,39 pontos, o Nasdaq, de 1,03%, aos 2.257,85 pontos. Os ganhos ocorreram a despeito da nova disparada do petróleo. O contrato para agosto negociado na Nymex subiu 4,12%, para US$ 141,65, com o anúncio de cessar-fogo por militantes no delta do Níger, região da Nigéria onde está uma grande parte das companhias estrangeiras de petróleo. Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) reviu em alta da projeção de demanda global pela commodity em 2008. A preocupação com o setor financeiro norte-americano continuou como pano de fundo para os negócios - justificando boa parte dos momentos de queda ao longo da sessão montanha-russa de lá hoje. O foco das preocupações recai agora sobre a capitalização das agências governamentais Freddie Mac e Fannie Mae. Em São Paulo, a compra das pechinchas, principalmente no setor siderúrgico, ainda ajudado pela alta dos metais, fez com que as Bolsa subisse. O setor elétrico também foi destaque de elevação, enquanto a maioria das ações dos bancos fechou em baixa. Vale ON conseguiu, no finalzinho, reduzir suas perdas a zero e fechar estável, mas Vale PNA recuou 1,03%. Petrobras ON caiu 1,41% e Petrobras PN, 1,38%. Hoje, a estatal do petróleo comunicou a Agência Nacional de Petróleo que encontrou indícios de óleo em um poço em terra localizado no bloco BT-POT-4, na Bacia de Potiguar, no nordeste do País.  Ainda de acordo com informações da ANP, na terça-feira a Petrobras também informou indícios de óleo em outro poço em terra localizado na Região Nordeste. A companhia encontrou óleo no bloco REC-T-31, na Bacia de Tucano. As notícias não impactaram as ações.

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