Bovespa tem alta de 0,93% e volta a atingir os 62 mil pontos

Dólar rompe o piso de R$ 1,80 e fecha na menor cotação há exatos 12 meses, valendo R$ 1,7980 (-0,99%)

estadao.com.br,

22 de setembro de 2009 | 17h20

Impulsionada por Petrobrás, Vale e siderúrgicas, a Bovespa recuperou o patamar dos 62 mil pontos, maior nível desde 16 de julho de 2008, no pregão desta terça-feira, 22, que fechou com seu principal índice em alta de 0,93%, mas cedendo no final tarde e registrando 61.493,39 pontos.

 

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Os investidores desfizeram posições montadas nesta última segunda-feira, 21, e, com apetite por risco, compraram ações e venderam dólares nesta terça-feira nos mercados internacionais. Esse movimento no câmbio contribuiu para os ganhos também das commodities, como metais e petróleo, e impulsionou alta nas bolsas em todo o globo. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,52%, e a bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 0,39%. Na Europa, a bolsa de Londres fechou com o índice FT-100 em alta de 0,16%; o CAC-40, de Paris, subiu 0,30% e o Dax, de Frankfurt, avançou 0,72%.

 

A conquista do grau de investimento pela terceira agência de rating (a Moody's desta vez) veio corroborar o sentimento positivo que pairava sobre o mercado doméstico de câmbio desde a manhã, apesar da sessão do mercado à vista já estar encerrada quando a notícia foi divulgada. A moeda americana rompeu o piso de R$ 1,80 e fechou na menor cotação há exatos 12 meses, já que em 22 de setembro do ano passado ela fechou a R$ 1,7930 no balcão e R$ 1,7925 na BM&F. No mercado à vista, o pronto da BM&F fechou em queda de 0,99% hoje, a R$ 1,7980, mesma cotação do dólar no balcão.

 

Os prêmios volumosos acrescidos aos contratos de juros futuros ontem atraíram nesta terça-feira ordens de vendas e as taxas recuaram, devolvendo parte da alta da véspera. O processo de ajuste foi mais forte nos vencimentos de curto e médio prazos, trechos em que a política monetária tem influência direta. Nos contratos longos, a correção encontra mais resistência, pelas incertezas inerentes a horizontes além de 2011 e também por causa das preocupações com a situação fiscal do País. Ao término da negociação normal da BM&F, o juro pós-fixado (DI) janeiro de 2011 (298.045 contratos) recuava a 10,02%, de 10,14% no ajuste e 10,15% no fechamento de ontem. O DI julho de 2010 (117.215 contratos) caía a 9,08%, de 9,18% e 9,17% no fechamento e ajuste de ontem. O DI janeiro de 2012 (85.730 contratos) projetava 11,35%, ante 11,47% e 11,48% no fechamento e ajuste anteriores.

 

(Com Agência Estado)

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