Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bovespa tem baixa de 0,86%; Dólar sobe

Tanto o ambiente externo como o interno nesta quarta-feira favoreceram o movimento de realização de lucros no mercado acionário. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu no vermelho e aí permaneceu durante todo o dia, até fechar em baixa de 0,86%, aos 38.322 pontos. O índice oscilou entre a mínima de -% e a máxima de -0,01%. O volume negociado ficou em R$ 2,17 bilhões. O dólar manteve-se em alta durante quase todo o dia.Com o crescimento da percepção nos últimos dias de que a taxa de juro nos EUA não deve cair no final deste ano, os investidores passaram a dar ainda mais importância à ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que foi divulgada esta tarde. O documento, que apontou preocupação com a inflação norte-americana, afetou os mercados nova-iorquinos e também o brasileiro. Tanto aqui quanto lá, as bolsas aprofundaram a queda após a divulgação da ata.No fim do dia, o choque de um avião com um edifício em Nova York colaborou para manter a Bovespa em baixa, com os investidores nos EUA incertos sobre se o choque poderia ser um ato terrorista - suspeita negada pelo FBI perto do encerramento dos negócios.Do lado doméstico, o fato de ser véspera de feriado - e que muita gente vai emendar com o final de semana - e a valorização de 6% acumulada pela Bolsa no mês até ontem estimularam os investidores a colocarem no bolso os ganhos dos últimos dias.DólarO dólar manteve-se em alta durante quase todo o dia, na expectativa pela ata do Fed, que e levou a moeda às cotações máximas; refletindo preocupação com as tensões geradas pelos testes nucleares da Coréia do Norte; e refletindo frustração com o resultado da pesquisa eleitoral feita pelo Datafolha, apontando aumento na vantagem de Lula sobre Alckmin na corrida pela Presidência da República. O dólar comercial fechou em alta de 0,23%, a R$ 2,158, no mercado interbancário, após oscilar entre a mínima de R$ 2,15 e a máxima de R$ 2,163. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista avançou 0,28%, também para R$ 2,158.A preocupação com a Coréia do Norte passou a pesar menos quando o presidente norte-americano, George W. Bush, reiterou que os EUA não têm intenção de atacar o país. A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), contudo, não foi bem recebida pelo mercado e segurou o dólar em alta pelo resto do pregão. Em reação à ata, os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) chegaram às máximas do dia, o que provocou igual movimento no mercado de câmbio brasileiro.O choque de um avião com um edifício em Nova York, perto do fim do pregão, também contribuiu para a alta do dólar, com os operadores em dúvida sobre se o choque seria um ato terrorista.

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