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Bovespa tem em março melhor mês desde abril de 2008

O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,67%. Com tal desempenho, encerrou março com elevação de 7,18%

Claudia Violante, da Agência Estado,

31 de março de 2009 | 17h50

O noticiário morno permitiu às bolsas devolverem uma parte das perdas da véspera e, no caso da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a encerrar o mês com o melhor desempenho desde abril de 2008. Conduzido por Vale e siderúrgicas, o Ibovespa subiu acompanhando o comportamento das bolsas norte-americanas, onde os investidores ignoraram os indicadores divulgados hoje e se concentraram em melhorar o desempenho de suas ações.

 

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O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,67%, aos 40.925,87 pontos. Com tal desempenho, encerrou março com elevação de 7,18%, o maior ganho desde abril de 2008, quando havia subido 11,3%. No primeiro trimestre deste ano, a Bovespa acumula variação positiva de 8,99%. Hoje, o índice oscilou dos 40.661 pontos (+0,02%) até a máxima de 41.610 pontos (+2,35%). O giro financeiro totalizou R$ 4,176 bilhões.

 

Segundo operadores, a calma do noticiário desta terça-feira permitiu que os investidores corrigissem parte do tombo de ontem, aqui e no exterior. Foram divulgados lá - sem impacto nos papéis - o índice de confiança do consumidor nos EUA medido pela Conference Board (26,0 em março, após ter atingido nível recorde de baixa de 25,3 em fevereiro); o índice de atividade industrial dos gerentes de compra de Chicago (31,4 em março, de 34,2 em fevereiro); e o índice composto de preços de residências Case-Shiller (queda recorde de 19,4% para dez cidades em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado e declínio recorde de 19,0% para 20 cidades).

 

Amparado nos ganhos de instituições financeiras e papéis de tecnologia, o Dow Jones terminou o dia em alta de 1,16%, aos 7.608,92 pontos. O S&P avançou 1,31%, aos 797,87 pontos, e o Nasdaq terminou com elevação de 1,78%, aos 1.528,59 pontos. No ano, acumulam queda de, respectivamente, 13,30%, 11,67% e 3,07%. Os dados são preliminares.

 

Destaques

 

Nos Estados Unidos, as ações do Bank of America subiram 13,10%, Citigroup, 9,52%, JPMorgan, 6,96%. General Motors continuou em queda livre, hoje caindo mais dois dígitos: 28,15%. O presidente dos EUA, Barack Obama, ontem, sugeriu a concordata como uma das alternativas para salvar a empresa e analistas do banco Morgan Stanley aconselharam seus clientes a aproveitarem o rali para vender as ações.

 

As bolsas europeias também fecharam a terça-feira com altas, com os bancos repetindo a liderança. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 4,34%, aos 3.926,14 pontos. No mês, o índice avançou 2,50%, enquanto no trimestre registrou perdas de 11,45%. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 3,24%, para 2.807,34 pontos, acumulando ganhos de 3,88% no mês e queda de 12,76% no trimestre. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX avançou 2,39%, para 4.084,76 pontos. No mês, o índice subiu 6,27%, enquanto no trimestre registrou perdas de 15,08%.

 

No Brasil, as ações da Vale estiveram à frente dos ganhos, com a ajuda do avanço dos metais no mercado externo. As ações ON (ordinárias, com direito a voto) subiram 1,87% e os PNA (preferenciais, sem direito a voto), 0,34%. O setor siderúrgico, também muito castigado ontem, hoje subiu em bloco, beneficiado com as novas medidas anunciadas pelo governo, voltadas para construção civil e setor automotivo. Gerdau PN avançou 2,87%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,36%, Usiminas PNA, 4,80%, CSN ON avançou 2,66%.

 

Petrobras terminou em baixa, na contramão do petróleo no mercado externo, e impediu ganhos maiores para a Bovespa. A ação ON recuou 1,12% e a PN, 0,80%. No ano, os papéis acumulam ganhos de, respectivamente, 28,70% e 25%.

 

No setor bancário, apenas Itaú PN fechou em baixa (-0,70%). Hoje foi a estreia das ações do Itaú Unibanco Banco Múltiplo, e as units do Unibanco deixaram de existir na Bovespa, dando lugar às ações de Itaú Unibanco Banco Múltiplo, sob o nome ITAU4 e ITAU3.

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