Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bovespa tem ganho de 0,60%; dólar sobe

Acompanhando o mercado acionário dos EUA e influenciada também pela alta nos preços do petróleo, a Bolsa voltou nesta quinta-feira a fechar em alta, após dois dias de queda. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou ganho de 0,60%, para 38.919 pontos, após oscilar entre a mínima de -0,32% e a máxima de +0,66%. O volume negociado ficou em R$ 2,06 bilhões. A Bolsa teve um pregão morno, sem registrar oscilações de preços significativas, acompanhando o ritmo do mercado norte-americano. A acomodação das bolsas dos Estados Unidos, contudo, se deu em um patamar alto, com o índice Dow Jones fechando em novo nível recorde, e agora acima dos 12 mil pontos pela primeira vez. Após subir 0,16%, o índice ficou com 12.011 pontos.Sem a divulgação de indicadores econômicos importantes nesta quinta, o mercado acionário se movimentou conforme os balanços das grandes empresas, que penderam mais para o lado positivo que para o negativo. Isso reforçou o sentimento de que a maior economia do mundo se prepara para um pouso suave. A alta do petróleo, de 1,47% em Nova York, para US$ 58,50, também beneficiou a Bovespa, pois ajudou as ações da Petrobras, de grande peso no índice, a subirem. O petróleo reagiu à notícia de que a Arábia Saudita apóia um corte na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A ação preferencial da Petrobras teve valorização de 1,95%.DólarEm dia marcado pela calmaria, o dólar terminou valendo R$ 2,141, tanto no mercado interbancário quanto no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). No primeiro caso, a moeda subiu 0,14%, após oscilar entre a mínima de R$ 2,134 e a máxima de R$ 2,143. Na BM&F, a moeda avançou 0,19%, com mínima e máxima idênticas às citadas. Como as cotações oscilaram pouco, não houve muito espaço para arbitragens e o giro financeiro foi fraco.O fechamento em ligeira alta foi atribuído por operadores a fatores técnicos, com os participantes do mercado vendendo no fim do dia o que haviam comprado pela manhã (em operações conhecidas como day trade). "O comportamento praticamente de lado do dólar reflete o ambiente calmo de negócios, com a trégua nos mercados externos que priorizaram os balanços corporativos em detrimento dos indicadores dos EUA divulgados", comentou um operador. Como a agenda de amanhã não prevê a divulgação de nenhum indicador econômico dos EUA, os investidores operaram no giro do dia, aguardando os novos desdobramentos da disputa eleitoral doméstica.Nos Estados Unidos, os dados do auxílio-desemprego divulgados mostraram atividade mais robusta do que o esperado, com os pedidos caindo 10 mil, contra estimativas de aumento de 2 mil. Já o índice de indicadores antecedentes da economia subiu 0,1% em setembro, ante previsão de alta de 0,3%. Esses dados ratificam as avaliações no mercado de que a taxa básica de juros norte-americana não tende a cair no curto prazo.No noticiário doméstico, os dados do balanço de pagamentos vieram dentro do esperado e reforçam os fundamentos do País, o que também favoreceu a calmaria. O superávit de setembro ficou em US$ 2,276 bilhões, ante estimativas variando de US$ 2 bi a US$ 2,8 bi. No acumulado do ano, o superávit em transações correntes, até setembro, é de US$ 10,136 bilhões, o equivalente a 1,48% do PIB.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2006 | 17h58

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