Bovespa tem leve alta amparada por matérias-primas

O bom desempenho das commodities, em especial do petróleo, garantiu uma sessão favorável à Bolsa brasileira pelo segundo pregão consecutivo. Após esboçar uma alta próxima de 1%, o Ibovespa murchou à tarde diante de mais um dia de fluxo financeiro fraco ( R$ 4,589 bilhões) e registrou pequena valorização, de 0,08%, segurando a marca dos 63 mil pontos, retomada na terça-feira. As ações da Petrobrás (ON subiu 0,37% e PN, 0,21%) ajudaram a conservar a Bolsa no lado positivo, impulsionada pelo avanço do petróleo, que atingiu a cotação de US$ 101 o barril pela primeira vez em duas semanas na esteira de dados sobre estoques norte-americanos indicando demanda mais forte das refinarias. A alta de 2,3% do cobre, por sua vez, atraiu compras para outros metais. A recuperação dos preços das commodities trouxe um pouco de ânimo aos investidores em ações na Europa e nos EUA, mas os ganhos também foram discretos perante as dúvidas em relação à China e aos problemas na Europa. O índice Dow Jones subiu 0,31%, o S&P 500 avançou 0,32% e o Nasdaq, 0,55%.

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2011 | 00h00

Destoando do vaivém em relação ao euro e outras divisas internacionais, o dólar teve uma pequena alta ante o real, motivada pelas preocupações externas. O imbróglio político envolvendo o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, está sendo monitorado pelo mercado cambial, mas ainda não faz preço nas moedas. O dólar à vista encerrou em alta de 0,37%, a R$ 1,6280 no balcão.

Já nos juros futuros, que inverteram a direção e passaram a recuar a partir do meio da tarde, não há consenso sobre o quanto o fator político está pesando nos negócios.

 

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