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Bovespa tem maior alta desde dezembro por Grécia

O principal índice das ações brasileiras subiu quase 2 por cento nesta quinta-feira, após a definição de um segundo pacote de ajuda à Grécia e a sinalização de que o Banco Central do Brasil pode parar a alta de juros a partir de agosto.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

21 de julho de 2011 | 18h05

O Ibovespa subiu 1,93 por cento, a 60.262 pontos. Foi a maior alta percentual desde 1o de dezembro de 2010. O giro financeiro do pregão foi de 5,6 bilhões de reais.

A União Europeia ampliará os empréstimos de emergência à Grécia, com juros ainda menores, e costurou com o setor privado o abatimento de parte da dívida do país, de modo a reduzir o peso da dívida sobre a economia e evitar um calote desordenado dentro da zona do euro.

A indefinição sobre a ajuda internacional à Grécia aumentou a volatilidade das bolsas nos últimos meses. Após o anúncio, os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 da bolsa de Nova York fecharam em alta de 1,21 e 1,35 por cento.

O Ibovespa subiu mais, no entanto, com o impulso de alguns setores após a sinalização do BC de que a taxa básica de juros pode ficar estável a partir de agosto. Na quarta-feira, a autoridade monetária elevou a Selic, conforme esperado, em 0,25 ponto percentual, a 12,50 por cento ao ano.

"Setores mais sensíveis à taxa de juro subiram", comentou o estrategista de renda variável da CM Capital Markets, Rafael Espinoso, destacando as ações do setor de construção, cuja receita tem relação direta com a oferta e o custo do crédito para o financiamento imobiliário.

Gafisa disparou 7,04 por cento, a 7,60 reais, Rossi ganhou 6,75 por cento, a 12,33 reais, e MRV teve alta de 6,18 por cento, a 11,85 reais.

O índice da Bovespa para o setor subiu 3,97 por cento, diminuindo a queda acumulada no mês a 2,1 por cento.

Papéis dos bancos também se beneficiaram, com alta de 2,44 por cento do Banco do Brasil, a 26,82 reais, e de 2,43 por cento do Bradesco, a 29,55 reais.

Entre as ações de maior liquidez do Ibovespa, a preferencial de Vale subiu 0,22 por cento, a 46,01 reais, e o papel equivalente de Petrobras teve alta de 2,77 por cento, a 23 reais.

Entre as poucas ações que caíram, o principal destaque foi Natura, em baixa de 4,23 por cento, a 35,06 reais.

A empresa de cosméticos anunciou lucro líquido de 188,1 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 1,8 por cento ante o ano anterior e abaixo do previsto.

"Estamos reduzindo nosso preço-alvo (para a empresa) em 7,7 por cento (para 43,80 reais) para considerar os resultados abaixo do esperado, que tornaram nossas previsões para o ano muito agressivas", afirmaram em relatório os analistas do Itaú BBA Juliana Rozembaum, Francine Martins e Enrico Grimaldi.

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