Bovespa tem maior alta em um mês com especulação eleitoral

Aposta do mercado de que a candidata Marina Silva (PSB) vai se recuperar nas pesquisas levou a Bolsa a uma alta de 2,23%

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 17h27

Após acumular queda de 3,16% na semana até quinta-feira, 25, a Bovespa fechou o pregão desta sexta-feira com ganho de 2,23%, aos 57.212,38 pontos. A alta foi a maior registrada pela bolsa em um mês, desde o dia 25 de agosto. O estímulo para o apetite pela ações brasileiras veio mais uma vez de especulações eleitorais. Os investidores esperam que a Pesquisa Datafolha, que será divulgada na noite desta sexta, mostre uma melhora da candidata Marina Silva (PSB) nas intenções de voto para o segundo turno. Além disso, circularam rumores de em torno do noticiário das revistas semanais, que saem no fim de semana.

O volume de negócios na Bolsa somou R$ 6,358 bilhões, de acordo com dados preliminares. O índice à vista oscilou entre uma mínima de 55.946 pontos (-0,03%) e uma máxima de 57.489 pontos (+2,73%). No mês de setembro, a bolsa tem queda acumulada de 6,65% e, no ano, alta de 11,08%.

Ontem a pesquisa Vox Populi mostrou Dilma Rousseff (PT) com 38% (40% anteriormente) das intenções de voto no primeiro turno contra 25% (22% na leitura anterior) de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) seguindo em 17%. Para segundo turno, Dilma aparece com 42%, de 46% antes, contra 41% de Marina (de 39% antes), dentro da margem de erro. 

As especulações em torno de uma possível melhora da candidata Marina Silva impulsionaram a alta das ações das empresas estatais. Os papéis são beneficiados pela expectativa de derrota do atual governo, que fez inúmeras intervenções nesses setores, desagradando parte dos investidores. No fim do pregão, Banco do Brasil ON (+3,15%), Petrobrás ON (+5,31%), Petrobrás PNA (+5,54%), Eletrobras ON (+4,12%) e Eletrobras PNB (+1,44%).

O clima positivo nos mercados internacionais com dados divulgados nos EUA também contribuiu para o bom humor no Brasil. A leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA mostrou alta de 4,6% no segundo trimestre, ante a estimativa anterior de expansão de 4,2%. O resultado confirmou a expectativa de recuperação robusta da economia norte-americana após a contração vista nos três meses anteriores. Além disso, o índice de sentimento do consumidor do país, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, subiu para 84,6 na leitura final de setembro, de 82,5 em agosto.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,99%, o S&P 500 (+0,86%) e o Nasdaq (+1,02%).

Nem mesmo a queda das ações dos setores de siderurgia e mineração foi capaz de moderar os ganhos da bolsa brasileira. Os papéis dessas companhias foram afetados pelo receio dos investidores com a dificuldade de empresas chinesas de pagar credores e também com o noticiário específico sobre o setor. Entre as siderúrgicas, destaque para as perdas da Usiminas, de 5,82%, devido a desavenças no bloco de controle da companhia que culminaram na destituição do presidente da empresa, Julián Eguren. 

Usiminas PNA (-5,82%), CSN ON (-4,26%), Gerdau PN (-1,46%), Metalúrgica Gerdau ON (-2,07%). Vale ON (-1,39%) e Vale PNA (-1,98%).

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