Bovespa tem novo recorde do ano, próximo de 68 mil pontos

Foi o terceiro dia seguido de alta; bolsa foi influenciada pelos bons indicadores nos Estados Unidos

Claudia Violante, da Agência Estado,

25 de novembro de 2009 | 18h34

A Bovespa subiu novamente nesta quarta-feira, 25, pelo terceiro dia seguido, e renovou o recorde de pontuação do ano, influenciada pelo sinal positivo das bolsas externas e pelos bons indicadores nos Estados Unidos. A sessão, no entanto, foi um pouco apática: o índice passou grande parte da tarde praticamente estável e ampliou a alta apenas no finalzinho.

 

O Ibovespa subiu 0,89% e terminou em 67.917,08, maior pontuação de 2009 e a mais alta desde 17 de junho de 2008 (68.437,50 pontos). Nestas três sessões seguidas de ganhos, a Bovespa já avançou 2,39%. Em novembro, a alta atinge 10,35% e, em 2009, 80,87%. O giro financeiro totalizou R$ 5,909 bilhões. Os dados são preliminares.

 

"Os investidores já bateram seus resultados e, por isso, estão empurrando com a barriga", comentou o superintendente de renda variável de uma corretora paulista.

 

Nesta quarta-feira, 25, o marasmo do Ibovespa no período da tarde teve como explicação o feriado norte-americano, embora seja mesmo nesta quinta, 26, e sexta-feira, 27, que as sessões tendem a ser bem mais paradas. O noticiário, no entanto, ajudou a dar sustentação aos ganhos.

 

A leva de indicadores conhecida nos EUA foi majoritariamente favorável, os dados de crédito no Brasil ajudaram e, de brinde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda anunciou mais algumas desonerações fiscais, além da extensão de algumas medidas que logo venceriam. Com o clima mais favorável, as commodities subiram e também deram sua contribuição.

 

Aos fatos: a renda pessoal nos Estados Unidos aumentou 0,2% em outubro; os gastos com consumo cresceram 0,7% no mês, ambos acima das expectativas dos economistas; o índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 0,3% em outubro em relação a setembro e avançou 0,2% em relação a outubro do ano passado; as encomendas de bens duráveis diminuíram 0,6% nos EUA em outubro (a previsão era +0,5%); as vendas de imóveis residenciais novos cresceram 6,2% em outubro (-1% previsto); o índice de sentimento do consumidor norte-americano, medido pela Universidade de Michigan e pela Reuters, caiu para 67,4 em novembro, acima da previsão de queda para 66,8.

 

Às 18h21, o Dow Jones subia 0,26%, o S&P, 0,40%, e o Nasdaq, 0,35%.

 

Os metais fecharam em alta, com destaque para o ouro, que marcou novo recorde no mercado à vista. O petróleo também subiu: o contrato para janeiro avançou 2,55%, para US$ 77,96 o barril. Foram divulgados nesta quarta os dados de estoques: os de petróleo subiram 1,019 milhão de barris na semana encerrada em 20 de novembro, ante previsão de aumento de 1,5 milhão de barris; os de gasolina cresceram 1,003 milhão de barris, contra expectativa de alta de 500 mil barris; os de destilados caíram 529 mil barris, ante estimativa de crescimento de 200 mil barris.

 

No Brasil, Petrobrás ON terminou em +1,29%, PN, em +0,77%, Vale ON, em +1,68%, e PNA, em 0,63%.

 

O setor bancário esteve no noticiário nesta quarta-feira, 25. O Banco Central anunciou que as operações de crédito do sistema financeiro cresceram 1,4% em outubro, na comparação com setembro, para R$ 1,366 trilhão. Na comparação com outubro de 2008, a carteira de crédito no País apresenta expansão de 15,3%. Entre as várias operações de financiamento, a que apresentou a maior expansão no setor privado foi o crédito para habitação, que avançou 3,1% em outubro, ante setembro e totalizou R$ 85,263 bilhões. Em 12 meses, essas operações acumulam crescimento de 42,5%.

 

Bradesco PN terminou em 0,41%, Itaú Unibanco PN, em 1,84%, e BB ON, em 0,10%. Panamericano PN subiu 1,09%. No setor de construção civil, Rossi Residencial ON subiu 0,35%, Gafisa ON, 0,63%, e Cyrela ON caiu 0,41%.

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta a extensão da isenção do IPI para os materiais de construção por mais seis meses. Dessa forma, o benefício que terminaria em 31 de dezembro de 2009 será prorrogado até o fim de junho de 2010. Ele também anunciou a desoneração de IPI para o setor de móveis.

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