Bovespa tem pouca oscilação em dia feriado nos EUA

Feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA deu espaço para os investidores repensarem o rumo dos negócios

Reuters,

22 de novembro de 2007 | 18h30

Com o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o mercado doméstico teve um dia mais calmo e com negócios reduzidos. O fato de o petróleo ter recuado nesta quinta-feira favoreceu o desempenho das Bolsas na Ásia, Europa e também no Brasil. Depois de cair mais de 6% nos três pregões anteriores, a Bolsa paulista fechou a quinta-feira em terreno positivo, embora com baixíssimo entusiasmo. O Ibovespa - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - fechou com leve alta de 0,12%. O feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos deu espaço para os investidores repensarem o rumo dos negócios. O que não significa que eles tenham visto a luz no final do túnel: amanhã os norte-americanos voltam ao pregão e, mesmo num dia de meio-feriado, os especialistas não mostram otimismo para a recuperação. No mês, a bolsa acumula queda de 7,14%, mas no ano, tem alta de 36,38%. O volume financeiro negociado hoje foi muito baixo, típico para um dia de feriado norte-americano: R$ 2,694 bilhões, o menor desde 3 de setembro (R$ 2,007 bilhões). Mercado cambial O dólar reverteu a trajetória da maior parte do dia e fechou em leve alta nesta quinta, influenciado pela atuação do Banco Central em uma sessão esvaziada por um feriado nos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 0,11%, para R$ 1,780. Apesar de pequena, a variação foi suficiente para garantir que o dólar fechasse no maior nível desde 25 de outubro de 2000. Após vários dias de oscilação provocada por tensões no exterior, o mercado de câmbio pôde operar com mais calma devido ao Dia de Ação de Graças, que parou os negócios nos EUA. "Isso deixou praticamente só o mercado local e as operações que tinham que ser contratadas ou liquidadas hoje aqui, cujos valores já estavam em conta", disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros. Com o volume abaixo da média, o dólar seguiu o fluxo cambial positivo e passou a maior parte do dia em baixa, devolvendo parte das seguidas altas da última semana. Mas, em meio à menor liquidez, o leilão de compra de dólares do BC ajudou a impulsionar a cotação, disse Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora. Na operação, o BC definiu taxa de corte a R$ 1,7767 e aceitou, segundo operadores, ao menos três propostas.

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