Bovespa tenta sair de um dos menores níveis do ano

Aparente calmaria nos mercados internacionais contribui para a retomada da bolsa, que por volta das 10 horas subia 0,77%

25 de junho de 2013 | 10h24

Depois de ser duramente castigada na sessão de ontem, a Bovespa abre o pregão desta terça-feira ensaiando uma recuperação e tentando sair dos níveis mais baixos do ano. A aparente calmaria nos mercados internacionais, após uma melhora significativa dos negócios na Ásia, contribui para a retomada da Bolsa doméstica, ainda que sem muita convicção. Por volta das 10 horas, o Ibovespa subia 0,77%, aos 46.317,35 pontos.

No mesmo horário, no exterior, as principais bolsas europeias exibiam ganhos de mais de 1%, enquanto em Wall Street, o futuro do S&P 500 subia 0,66%. Os investidores já digerem o crescimento maior que o esperado das encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos em maio e aguardam uma rodada intensa de indicadores econômicos norte-americanos ao longo do dia. Além disso, as atenções também estão voltadas para a Itália e as condições de financiamento do país. Na contramão dos pares na região, a Bolsa de Milão cedia 0,39%, na mínima.

Mas o alívio no exterior veio depois de comentários de uma autoridade do Banco Central da China (PBOC) sobre a crise de liquidez no sistema bancário chinês. Posteriormente, um

comunicado do PBOC ampliou a sensação de calmaria nos mercados financeiros. A Bolsa de Xangai apagou as perdas de quase 6% durante a sessão e fechou com queda de "apenas" 0,2%.

Internamente, um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista avalia que, aos poucos, a Bolsa parece estar encontrando um chão. Para ele, embora não esteja descartada um piora na trajetória de queda, rumo ao primeiro objetivo, em 45 mil pontos, a renda variável brasileira chegou em um ponto em que está cada vez menos interessante vender. "A Bolsa já está muito sobrevendida e secou um pouco o canal de venda. Resta saber, quem se arrisca em comprar", avalia.

Todavia, outro operador pondera que não há, no curto prazo, nenhuma expectativa de reversão da atual tendência de baixa que se encontra a Bolsa. "Não dá para falar em embelezamento de carteira com o mercado desse jeito. Ainda mais com essa performance desastrosa da Bolsa", avalia.

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