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Bovespa termina com desvalorização de 0,86%; Dólar comercial sobe 0,38%

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou perda de 0,86% nesta terça-feira, fechando em 37.368 pontos, após oscilar entre a mínima de -1,12% e a máxima estável. O volume negociado totalizou R$ 1,89 bilhão. Depois de dois dias em baixa, o dólar registrou valorização. No mercado interbancário, o dólar comercial fechou a R$ 2,132, em alta de 0,38%, na máxima. A mínima ficou em R$ 2,127. O dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou em alta de 0,38%, a R$ 2,131. A Bovespa caiu nesta terça se ajustando ao ganho da véspera, quando subiu 0,98% sem a referência do mercado norte-americano, fechado por causa de um feriado nos EUA. Ainda assim, a Bolsa não abandonou a expectativa de retorno do fluxo de capital externo com a volta do feriado prolongado que coincide com o fim das férias de verão nos EUA e na Europa. A realização de lucros foi puxada também pela queda das bolsas européias, influenciadas pelo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), prevendo desaceleração do crescimento na zona do euro no segundo semestre do ano. A Bolsa de Paris fechou em baixa de 0,58%; Frankfurt caiu 0,43% e Londres cedeu 0,12%.Nos EUA, os investidores voltaram ao trabalho em ritmo mais lento, por falta de divulgação de indicadores importantes. A avaliação dos especialistas em renda variável é de que o cenário de curto prazo continua mais animador.DólarO anúncio feito na segunda-feira pelo governo de ampliação do programa de recompra da dívida externa, com a inclusão de papéis com vencimento em 2012, foi a principal razão para a puxada no dólar desta terça. De acordo com operadores, num segundo momento, no entanto, a moeda deve voltar a cair, uma vez que a recompra beneficia as condições internas e favorece a obtenção do grau de investimento, gerando ainda mais atratividade do Brasil aos investidores internacionais. Nesta terça, saíram os dados da produção industrial do IBGE e da CNI, mas os números não tiveram impacto nos negócios de câmbio. A alta dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), no entanto, pode ter também favorecido a valorização do dólar por aqui, segundo operadores.Risco BrasilA notícia de que o Brasil ampliou o leque de papéis de sua dívida externa elegíveis à recompra, dentro do atual programa da Secretaria do Tesouro, projeta os papéis da dívida brasileira em alta no mercado secundário, apesar da forte apreciação do juro dos Treasuries e do mal humor das bolsas. O global40 rompeu o patamar de 131 cents logo na abertura, depois de fechar a 130,75 cents na sexta-feira. Na segunda-feira, o mercado esteve fechado por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA. Na máxima, o global chegou a 131,10 cents, alta de 0,27% do fechamento. Às 13h16 (de Brasília), o papel era negociado a 130,95 cents, alta de 0,15%. O risco brasileiro caía 11 pontos no mesmo horário acima, para 212 pontos, aproximando-se do menor nível de fechamento histórico de 206 pontos, em 14 de agosto. Na segunda, a Secretaria do Tesouro Nacional e o Banco Central do Brasil informaram que, a partir desta terça-feira, o conjunto de títulos objeto do programa de recompra de títulos de dívida externa soberana passou a incluir também títulos com vencimento até 2012. Desta forma, segundo o comunicado, o volume de papéis elegíveis dentro do programa de recompra será elevado em aproximadamente US$ 4,8 bilhões.

Agencia Estado,

05 de setembro de 2006 | 18h19

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