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Bovespa termina em baixa de 1,92%; Dólar sobe

Enquanto o mercado externo esperava de forma otimista a decisão sobre a taxa de juros dos EUA (que foi mantida em 5,25% ao ano), aqui, nuvens de preocupação, de natureza política e econômica, mantiveram a Bovespa desligada de Nova York. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, terminou o dia com perda de 1,92%, aos 35.196 pontos. Na mínima, o índice recuou 2,67%. Na máxima, subiu 0,51%. O volume ficou em R$ 2,26 bilhões. O mercado doméstico de câmbio também descolou-se do comportamento externo nesta quarta-feira. A Bovespa operou na contramão do mercado mundial refletindo basicamente três preocupações: o aumento da temperatura política no País, a queda expressiva nas cotações do petróleo e das commodities metálicas e também a preocupação com o baixo crescimento da economia brasileira. O mercado não acredita que o escândalo do dossiê vai mudar o quadro das eleições, que aponta para a reeleição do presidente Lula. Mas pode colocar em risco a governabilidade num segundo mandato. Analistas dizem que a Bovespa está sendo penalizada, dado que a previsão de crescimento para o País mudou, para pior. A queda no preço do petróleo e das commodities metálicas também tem prejudicado o desempenho da Bolsa paulista. Nesta quarta, as ações da Petrobras voltaram a registrar queda expressiva, fechando em baixa de %, em reação à desvalorização de 1,95% no preço do barril de petróleo em Nova York.DólarNo mercado interbancário, o dólar comercial encerrou em alta de 0,65%, cotado a R$ 2,177. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,155 e a máxima de R$ 2,18. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista terminou com valorização de 0,62%, valendo também R$ 2,176. Nesta manhã, sem apontar um fato específico, o mercado citou preocupações com ambiente político para explicar a alta do dólar, depois de a moeda ter iniciado o dia mostrando desvalorização.Em resumo, a preocupação seria não com o resultado da eleição em si, mas com todo o cenário que está envolvendo o pleito e as conseqüências futuras disso. Os últimos escândalos citando membros próximos ao governo, que teriam comprado o dossiê com acusações contra Geraldo Alckmin e José Serra, estão incomodando. A maior inquietação é com o efeito que isso poderá ter na governabilidade, caso o presidente Lula seja eleito. Várias das investigações estão sendo postergadas para depois do próximo dia 3 e a oposição já dá sinais de que vai pegar pesado.À tarde, após o comunicado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) sobre a taxa de juros norte-americana, o dólar ampliou a alta e atingiu as máximas do dia. Em Nova York, ao ler o comunicado, o mercado entendeu que o Fed alertava para o risco de um "pouso forçado" na economia norte-americana. Chamaram a atenção dos operadores frases como a de que o efeito acumulado da alta dos juros se limitará à inflação e que a "a moderação no crescimento econômico parece estar continuando, refletindo, em parte, um arrefecimento do mercado de imóveis residenciais."

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