Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bovespa termina em baixa; dólar fica estável

Após fechar a quinta-feira em alta, a Bovespa voltou a cair nesta sexta-feira, com os investidores vendendo ações para embolsar os lucros de quinta. A realização de lucros foi impulsionada pela queda nas cotações do petróleo, cautela com o noticiário político e baixa do índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York. Com isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou perda de 0,71%, para 38.642 pontos, após oscilar entre a mínima de -1,23% e a máxima de +0,10%. Apesar da venda, hoje, de contratos de swap cambial reverso pelo Banco Central, o que costuma puxar a cotação da moeda norte-americana para cima, o dólar comercial fechou o dia estável, a R$ 2,141.O volume negociado na Bolsa ficou em R$ 1,80 bilhões. Esse volume de negócios mais contido reforça a avaliação de que não há muita disposição dos participantes do mercado em se desfazer dos papéis e que o movimento de baixa nesta sexta foi muito mais uma correção técnica do que uma mudança de tendência.Sem nenhum indicador econômico na agenda, os investidores em Wall Street se deixaram levar pelos resultados de empresas. A queda das ações da Caterpillar, depois que a fabricante de máquinas pesadas anunciou resultado abaixo do esperado, colaborou para que o índice Dow Jones fechasse em baixa de 0,07%, o que, por sua vez, pesou no mercado brasileiro.O petróleo também colaborou para a desvalorização da Bolsa paulista. Em Nova York, o contrato do barril para novembro cedeu 2,87%, para US$ 56,82, menor nível desde novembro do ano passado. A Petrobras, de grande força no Ibovespa, respondeu com decréscimo de 1,65% no valor de suas ações preferenciais.DólarO BC nesta sexta US$ 1,195 bilhão em contratos de swap cambial reverso, para rolagem de contratos que venciam em 1º de novembro. Esse tipo de contrato tem o efeito de compras de dólares no mercado futuro, e por isso pressiona a cotação.À tarde, contudo, a moeda diminuiu a alta, até terminar estável no mercado interbancário e com alta de apenas 0,01%, a R$ 2,1412, no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). No primeiro mercado, o dólar comercial oscilou entre a mínima de R$ 2,139 e a máxima de R$ 2,15. Na BM&F, o dólar negociado à vista teve mínima em R$ 2,141 e máxima em R$ 2,15. A desaceleração ocorreu após o leilão de compra da moeda realizado pelo Banco Central esta tarde, segundo um operador, provavelmente porque as tesourarias que não venderam ao BC ofertaram em mercado após a operação, quando a liquidez à vista era pequena. No leilão, o BC aceitou três propostas à taxa de corte de R$ 2,1449.Além disso, o fechamento em queda do preço do petróleo também contribui para a redução das quedas das Bolsas e a desaceleração do dólar.

Agencia Estado,

20 de outubro de 2006 | 17h45

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.