Bovespa ultrapassa rivais em NY e Londres e é a 4ª do mundo

Segundo reportagem do 'Financial Times', crise econômica está remodelando o cenário das bolsas de valores

Daniela Milanese, da Agência Estado,

15 de junho de 2009 | 17h59

A BM&FBovespa e a Hong Kong Exchanges and Clearing (HKEx) ultrapassaram rivais em Nova York e Londres, mostrando que a crise econômica e a competição mais acirrada estão remodelando o cenário das bolsas de valores, aponta o Financial Times na edição desta segunda-feira, 15.

 

Veja também:

linkQueda de commodities pesa e Bovespa fecha em baixa de 2,85%

especialEntenda a trajetória de valorização do real

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialAs medidas do emprego

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise 

 

Conforme o jornal, a HKEx está agora em segundo lugar no ranking pelo critério de capitalização de mercado - valor total das ações de uma empresa, com base na sua cotação no mercado - , atrás do CME Group, a maior bolsa de derivativos do mundo, em Chicago. A BM&FBovespa aparece em quarto, depois da Deutsche Borse.

 

As praças do Brasil e de Hong Kong superaram a Nyse Euronext, a Nasdaq e a London Stock Exchange (LSE).

 

Segundo o FT, a BM&FBovespa e a HKEx se beneficiam do fato de possuírem suas próprias clearings, que geram receitas adicionais. Já a Nyse Euronext, por exemplo, não possui área de compensação e liquidação de ativos.

 

O jornal britânico também lembra que a praça brasileira está fechando o pregão viva-voz ainda remanescente para expandir a negociação eletrônica e facilitar o acesso dos investidores estrangeiros. No próximo mês, abrirá um escritório em Londres.

 

O recente rali do mercado de ações - compra de ações que motivaram uma alta - estimulou os volumes da maioria das bolsas, afirma o FT. No mês passado, o valor de mercado das praças listadas subiu 27%, conforme a consultoria

Mondo Visione.

 

A valorização é puxada pelo segmento de derivativos - operações de mercado futuro -, na expectativa de que a nova regulamentação dos mercados ajude as bolsas, diz Herbie Skeete, diretor da Mondo Visione.

 

Essa melhora da confiança está sendo menos sentida nas bolsas de Nova York e Londres, avalia o jornal britânico. Isso porque essas praças enfrentam a competição de mercados alternativos

como o BATS e o Direct Edge, nos EUA, e o Chi-X e o Turquoise, na Europa.

Tudo o que sabemos sobre:
mercado financeiroBovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.