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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Bovespa vira e sobe à tarde, puxada por mercados em NY

Continuidade da alta nas ações da Vale também ajudam a Bolsa de São Paulo, que subia mais de 2%

Sueli Campo, da Agência Estado,

05 de fevereiro de 2009 | 14h55

Apesar da realização de lucros ensaiada durante a manhã, a Bolsa de Valores de São Paulo virou na tarde desta quinta-feira, 5, puxada pela melhora das bolsas em Nova York e pelas ações da Vale, que dão continuidade aos ganhos da véspera. Às 14h53, o principal índice da Bolsa subia 2,18%, aos 41.004 pontos. Vale PNA acelerava a alta para 4,43% e a ON disparava 5,08%.  Os papéis da blue chip sobem ainda por conta de comentários de ontem da BHP Billiton sobre a continuidade na queda dos estoques de minério de ferro na China, que alimenta a expectativa de retomada da demanda. Analistas do setor de metais citam a recuperação nas taxas de frete como um dos motivos para a melhora da confiança na recuperação dos preços.  Nesta quinta, os metais básicos negociados em Londres operavam sem direção, fazendo um pausa no rali dos últimos dias, com alguns participantes realizando lucro. Mas o sentimento continua cautelosamente favorável, conforme apurou a editora de internacional Deise Vieira, embora o mercado esteja aguardando ansiosamente os dados do payroll que serão divulgados amanhã nos EUA. Já os papéis do setor de siderurgia não mostram a mesma resistência da Vale e são negociados em baixa, com exceção de CSN ON, que avançava 0,75% às 13h30. No mesmo horário, Gerdau PN recuava 1,04% e Metalúrgica Gerdau PN -2,84%. Na quarta à noite, o Senado dos Estados Unidos votou a favor de mudança na cláusula "Buy American" incluída no pacote de estímulo econômico, como forma de tranquilizar os parceiros comerciais do país e atender às preocupações levantadas pelo presidente Barack Obama de que, com a cláusula, os EUA poderiam violar algumas de suas obrigações comerciais internacionais. Analistas lembram que Gerdau seria uma das empresas mais beneficiadas com a cláusula "Buy American" por causa da unidade norte-americana Gerdau Ameristeel.  As ações de Petrobras estão sendo norteadas pela queda do preço do petróleo, que voltou ao nível de US$ 40 o barril. A PN recuava 0,04% e a ON cedia 0,83%. Ao mesmo tempo o mercado aguarda um anúncio oficial da Petrobras sobre a captação que teria sido fechada no exterior no montante de US$ 1,5 bilhão em bônus de dez anos com uma taxa de retorno ao investidor (yield) de 8,125% ao ano.  Analistas consideraram elevado o custo da captação da estatal em se tratando de um papel que não oferece risco. No começo da tarde, a Petrobras informou que a emissão de bônus foi feita para alongar empréstimo-ponte obtido junto aos bancos nacionais. Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, o valor total do empréstimo ponte é de US$ 6 bilhões e não de US$ 5 bilhões como vinha sendo divulgado desde o anúncio do Plano de Negócios da companhia para o período entre 2009-2013. Ele disse também que a taxa e o cupom foram bons, melhores do que os conseguidos pela mexicana Pemex em captação recente. Nos EUA, as bolsas pisavam o terreno positivo no começo da tarde, levando o Ibovespa a testar novas máximas. Os investidores norte-americanos focavam as atenções nas notícias favoráveis do dia, como as vendas mensais das gigantes Wal-Mart e Target acima do previsto. As ações do setor de tecnologia registram alta mais expressiva. O Nasdaq avançava 0,97%; o S&P 500 0,48% e o Dow Jones +0,23%, passando por cima das incertezas sobre o futuro dos grandes bancos, em especial do Bank of America - há o temor de que o banco possa ser estatizado -, e dos resultados negativos registrados pelo Deutsche Bank e pela Swiss Re. Mas, na Europa, as bolsas sustentavam o sinal de baixa.  Os indicadores econômicos norte-americano continuam indicando a continuidade do processo de desaquecimento da economia. O número de pedidos de auxílio-desemprego subiu 35 mil na semana encerrada em 31 de janeiro, para um nível sazonalmente ajustado de 626 mil, o maior desde outubro de 1982, segundo o Departamento de Trabalho. O dado superou a previsão dos economistas consultados pela Dow Jones, que projetavam aumento de 2 mil nos pedidos de auxílio-desemprego. O aumento da produtividade nos EUA (3,2% em termos anualizados) durante o quarto trimestre de 2008 deve ser visto pela ótica negativa, pois ocorreu devido à queda forte das horas trabalhadas (-8,4%), e não ao incremento da produção - que também caiu bastante, -5,5%, destaca o consultor da Tendências, João Pedro Ribeiro.

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