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Bovespa volta a cair com preocupações sobre dívida de Dubai

Nos Estados Unidos, os índices futuros caem 2,3%, sinalizando uma sexta-feira difícil para Wall Street

estadao.com.br,

27 de novembro de 2009 | 11h28

Após encerrar o pregão em queda de 2,25% na quinta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a recuar na abertura desta sexta-feira, 27, impactada pela onda de aversão ao risco criada com a crise da dívida de Dubai. A preocupação do mercado é com o tamanho da exposição de bancos e empresas em ativos, o que poderia contaminar mercados de outros continentes. Às 11h24 (de Brasília), o Ibovespa tinha leve queda de 0,15%, aos 66.289 pontos. No mesmo horário, o dólar cedia 0,37%, cotado a R$1,74.

 

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Nos Estados Unidos, os índices futuros em Nova York caiam 2,3%, sinalizando um dia duro para Wall Street, que ficou fechada na quinta-feira pelo feriado do de Ação de Graças. Na Europa, as bolsas também operam em leve baixa desde a abertura. Londres e Frankfurt cediam 0,19% e 0,20%, respectivamente.

 

Dubai informou na quarta-feira que quer que credores da estatal Dubai World e sua subsidiária imobiliária Nakheel, esperem o pagamento de dívida, em um primeiro passo para uma reestruturação. A Dubai World, o conglomerado que liderou o crescimento acelerado do emirado, tinha cerca de US$ 59 bilhões em compromissos de dívida até agosto.

 

Depois de tantos meses de rali, os investidores internacionais se questionam sobre o tamanho da correção a ser trazida pelo inesperado anúncio do emirado. As commodities passam por mais um dia de ajuste intenso. Também há comentários de que ainda faltam informações necessárias para uma análise mais precisa da notícia.

 

Ouro e cobre despencam

 

O ouro opera em forte queda nesta sexta, à medida que o dólar avança em relação ao euro e a outras moedas, em meio às preocupações com as potenciais consequências da paralisação no pagamento da dívida do conglomerado Dubai World. Outras commodities, como o cobre e o petróleo, também despencam, refletindo o sentimento de aversão ao risco dos investidores.

 

"O dólar ainda é o principal beneficiário quando o risco cai, não o ouro", disse o Commerzbank. Paul Donovan, do UBS, observou que o ouro reage em queda neste momento de turbulência, uma vez que os investidores não veem segurança em um ativo que tem experimentado forte especulação.

 

Nos mercados de câmbio, as moedas de alto retorno e a de países emergentes sofrem pressão de venda, enquanto a libra sofre por causa da elevada exposição dos bancos britânicos ao Oriente Médio, em geral. O dólar chegou a cair à mínima em 14 anos frente ao iene, em 84,82 ienes, o que gerou comentários de autoridades japonesas sugerindo a necessidade de uma intervenção para conter o avanço da moeda local.

 

Quanto ao petróleo, os contratos futuros de  atingiram nesta manhã o menor nível em seis semanas em Londres, já que as preocupações com a recuperação econômica global voltaram à tona com a dívida de Dubai.Às 10h40 (de Brasília), o contrato de petróleo Brent para janeiro caía 2,17%, para US$ 75,32 o barril. Na mínima, foi a US$ 73,70. Na Nymex eletrônica, o contrato de petróleo bruto, também para janeiro, cedia 5,18%, para US$ 73,92 o barril. As informações são da Dow Jones.

 

(com Daniela Milanese, Marcílio Souza e Nathália Ferreira, da Agência Estado)

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