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Bovespa volta a ter queda semanal; Petrobrás pesa na sessão

Queda em Wall Street também entrou no rol deste pregão, sobrecarregado pelos balanços do 1° trimestre

Claudia Violante, da Agência Estado,

15 de maio de 2009 | 18h14

Depois de mais de dois meses de euforia, os investidores voltaram à razão, abalroados por uma leva de indicadores frágeis. Os dados que mostraram fraqueza nas economias globais levaram a Bovespa a terminar esta sexta-feira, 15, em queda, numa semana onde o sinal negativo foi registrado em quatro das cinco sessões. A criação de uma CPI para investigar a mudança do regime contábil pela Petrobrás em 2008 foi um fator adicional a pesar, empurrando os papéis da estatal para baixo, assim como a queda do petróleo e o vencimento de opções sobre ações na segunda-feira. A queda em Wall Street também entrou no rol deste pregão, ainda sobrecarregado pelos últimos balanços do primeiro trimestre.

 

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A Bovespa terminou a sexta-feira, 15, em baixa de 0,89%, aos 49.007,21 pontos. Após nove semanas de alta, o índice terminou esta com perdas de 4,65%. No mês, tem ganhos de 3,63% e, no ano, de 30,51%. Hoje, o Ibovespa registrou a mínima de 48.796 pontos (-1,31%) e a máxima de 49.552 pontos (+0,21%). O giro financeiro totalizou R$ 4,132 bilhões. Os dados são preliminares.

 

O cenário externo hoje apresentava justificativas suficientes para mais um dia de correções na Bovespa. Na madrugada, saiu o PIB de Hong Kong, abaixo do esperado, dado que se replicou na zona do euro e por algumas economias da região (Alemanha, França, Holanda, Portugal, Itália, Hungria, República Checa).

 

Tais dados imputaram perdas às bolsas europeias, que também recuaram no acumulado semanal. Em Londres, o índice FTSE-100 perdeu 0,33%; em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 0,02%. Exceção, o CAC-40 da a Bolsa de Paris teve alta de 0,40%.

 

Nos EUA, os indicadores não foram assim tão ruins, mas foram amplificados pelos números conhecidos ao longo da semana, como o dado de vendas no varejo e os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. A produção industrial norte-americana veio ligeiramente acima das previsões: caiu 0,5% em abril comparativamente a março ante estimativa de recuo de 0,6%. O índice Empire State passou de -14,65 em abril para -4,55 em maio. Já o sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan subiu para 67,9 em maio, de 65,1 em abril. O CPI, que mede a inflação no varejo, veio em linha com as previsões no dado cheio (estável) e superou no núcleo, ao subir 0,3% em abril em relação a março ante 0,1% previsto.

 

O Dow Jones terminou em queda de 0,75%, aos 8.268,64 pontos. O S&P recuou 1,14%, aos 882,88 pontos, e o Nasdaq, 0,54%, aos 1.680,14 pontos. Hoje, houve vencimento de opções neste mercado, o que contribuiu para o desempenho da sessão.

 

Com a queda das bolsas - e o temor renovado de que a recuperação econômica global ainda leva tempo - o petróleo caiu, assim como algumas commodities metálicas. O contrato para junho negociado na Nymex passou a semana cotado na casa dos US$ 58, mas hoje despencou 3,89% para fechar a US$ 56,34. Isso teve forte peso no desempenho das ações da Petrobrás, que foi o destaque no pregão doméstico.

 

O tombo do petróleo já seria uma razão mais do que forte a pesar sobre as ações, mas a baixa de hoje, que teve a presença de estrangeiros, se deu ainda por causa da reviravolta na criação da CPI para investigar a mudança do regime contábil na estatal em 2008. Ontem, o governo havia fechado um acordo com a oposição para que o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, fosse ouvido pelo Congresso, antes de criação de qualquer comissão. O PSDB, no entanto, fez uma manobra e aprovou um requerimento para criar a CPI, e o governo tem até a meia-noite de hoje para conseguir convencer seis parlamentares a tirarem seu nome do requerimento e impedir a instalação da Comissão.

 

Petrobrás ON terminou em baixa de 1,37% e Petrobrás PN, de 1,39%. Vale, a outra blue chip, recuou 0,65% na ON e 0,67% na PNA. No setor siderúrgico, Gerdau PN perdeu 1,40%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,84%, Usiminas PNA, 0,47%, CSN ON, 1,54%. Nos bancos, Bradesco PN recuou 0,58%, Itaú Unibanco PN, 1,08%, e BB ON, 1,84%.

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