Bovespa volta aos 59 mil pontos com clima externo melhor

O apoio manifestado ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a um novo plano de corte de gastos, elaborado por um grupo de senadores apelidado de "gangue dos seis", reforçou o ânimo dos investidores após um começo de dia mais amigável nas principais praças financeiras. O sentimento predominante, após as declarações de Obama, é o de que o impasse do teto do endividamento norte-americano será resolvido, de um jeito ou de outro, o que levou as bolsas em Nova York a esticarem os ganhos para até 2%. Mas o mercado já havia amanhecido melhor, reagindo ao balanço favorável da IBM na segunda-feira à noite e endossado ontem por resultados acima do esperado, como o da Coca-Cola, e por um dado benigno de novas construções nos EUA. As bolsas europeias também subiram, impulsionadas pelas ações dos bancos, que tinham caído forte no dia anterior.

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2011 | 00h00

Após três baixas consecutivas, a Bovespa se definiu pelo sinal positivo e recuperou os 59 mil pontos perdidos na segunda-feira. O índice à vista avançou 0,42%, para 59.082,13 pontos. Na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os juros não reagiram nem aos dados bons do IBGE sobre mercado de trabalho (queda de desemprego e aumento da renda) e ficaram engessados à espera do comunicado do encontro, já que segue inabalável a aposta em alta de 0,25 ponto da taxa Selic, para 12,50%, hoje.

Já o dólar retomou o caminho de baixa, escorregando 0,76%, cotado a R$ 1,5670 no balcão.

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