Bovespa volta devagar do feriado, com volume pequeno

A volta do feriado teve volume reduzido e poucas oscilações no Ibovespa, com os investidores preferindo manter a cautela após duas altas seguidas na semana passada.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

25 de abril de 2011 | 17h44

O principal índice das ações brasileiras fechou com oscilação negativa de 0,13 por cento, a 66.972 pontos. Antes do feriado, o Ibovespa teve alta acumulada de 2,5 por cento na terça e na quarta-feira.

O giro do pregão foi de 4,089 bilhões de reais, abaixo da média diária de 6,75 bilhões de reais neste ano.

Em Nova York, o índice Standard & Poor's 500 teve variação negativa de 0,16 por cento, e o Dow Jones caiu 0,21 por cento, em dia com o menor volume financeiro para as ações norte-americanas no ano. As principais bolsas da Europa não funcionaram, ainda devido à Páscoa.

As ações de maior liquidez, Vale PN e Petrobras PN, tiveram comportamentos distintos. A primeira teve alta de 0,56 por cento, a 46,76 reais, e a segunda caiu 0,42 por cento, a 26,18 reais.

OGX Petróleo, a terceira mais líquida, também declinou, com variação de 1,94 por cento, a 17,65 reais.

"Foi feriado na Europa, o volume ficou bem fraco", disse Rafael Espinoso, estrategista de renda variável da CM Capital Markets. "(O mercado) fica bastante devagar até quarta-feira. Vai esperar o que o (chairman do Federal Reserve, Ben) Bernanke vai falar sobre o fim das compras de bônus", completou, em referência à reunião de política monetária nos Estados Unidos e ao programa de compra de 600 bilhões de dólares em títulos pelo banco central norte-americano.

Além da reunião do Fed, outro evento monitorado pelos agentes ao longo da semana é a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), na quinta-feira. O colegiado do BC elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual na semana passada, em uma decisão que não chegou a surpreender o mercado e, por isso, teve impacto reduzido sobre as ações.

As ações ON da Usiminas foram uma das que mais caíram no Ibovespa, 2,84 por cento, a 28,08 reais.

A CSN divulgou na quarta-feira que sua participação na Usiminas ultrapassou 10 por cento das ações com direito a voto. A fatia é semelhante à de alguns dos principais acionistas da siderúrgica, como o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Previ, e o fundo de pensão dos funcionários da Usiminas.

No lado de cima, as produtoras de celulose se destacaram com alta de 2,47 por cento da Fibria, a 24,88 reais, e de 0,64 por cento da Klabin, a 6,33 reais.

De acordo com relatório do Bank of America Merrill Lynch, o Pulp and Paper Products Council (PPPC) divulgou dados robustos sobre estoques e embarques de celulose em março, indicando a possibilidade de novos aumentos dos preços internacionais do produto ao longo do ano.

Para aproveitar as perspectivas positivas do setor, os analistas Thiago Lofiego, Felipe Hirai e Karel Luketic recomendaram as ações da Fibria, dentre todas as empresas do tipo na América Latina. "É a empresa mais alavancada à celulose dentre as que nós cobrimos", escreveram.

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