BP conclui aquisição de controle majoritário da CNAA

BP pagou aproximadamente US$ 680 milhões pela Companhia Nacional de Açúcar e Álcool, uma produtora brasileira de etanol e açúcar

Eduardo Magossi, da Agência Estado,

28 de abril de 2011 | 10h25

A BP Biofuels concluiu a aquisição do controle majoritário da produtora brasileira de etanol e açúcar Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA). A BP pagou aproximadamente US$ 680 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) para adquirir 83% das ações e refinanciar 100% das dívidas de longo prazo da empresa. O anúncio da operação foi feito no início de março de 2011.

A partir de agora, a BP é responsável pela operação de duas usinas de etanol localizadas em Ituiutaba, no Estado de Minas Gerais e em Itumbiara, Goiás, com capacidade atual de processamento de 5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. Também consta da operação um projeto greenfield que deve estar operando na safra 2012/13. As duas usinas já prontas da CNAA têm capacidade de processamento instalada de 2,5 milhões de toneladas de cana por ano. O objetivo da BP é expandir essa capacidade para 5 milhões de toneladas no médio prazo para cada uma das unidades. Segundo Mario Lindenhayn, presidente da BP Biocombustíveis Brasil, que acumula a partir de hoje a presidência da CNAA, em cinco anos, o objetivo é ter 15 milhões de toneladas de cana processadas pelas três usinas, 5 milhões de toneladas em cada.

 

"A conclusão deste acordo é mais um passo no fortalecimento da atuação da BP no setor sucroenergético brasileiro, uma vez que a CNAA apresenta ativos de qualidade, localizados estrategicamente e com boas práticas de gestão", disse. Se toda a cana da CNAA for direcionada para a produção de etanol, o volume gerado será de 1,4 bilhão de litros, cerca de 480 milhões de litros por usina. A expectativa é que cada usina comercialize 340 gigawatt/hora de energia elétrica por ano.

 

Os planos da BP incluem a construção de unidades de produção do combustível biobutanol vinculadas às usinas da CNAA. O biobutanol é um combustível renovável que pode ser produzido com cana-de-açúcar. Foi desenvolvido pela BP em uma joint venture feita com a DuPont, chamada Butamax, para ser usado como substituto para os combustíveis fósseis.

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