BP e Fapesp investirão US$ 50 milhões em pesquisas de bioenergia

Investimentos serão feitos em conjunto durante um prazo de 10 anos 

Eduardo Magossi, da Agência Estado,

27 de abril de 2012 | 17h12

SÃO PAULO - A BP Biocombustíveis Brasil irá investir US$ 50 milhões em conjunto com o Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo no financiamento de pesquisas em temas relacionados à bioenergia em universidades e entidades de pesquisa paulistas. O acordo foi assinado nesta sexta-feira, 27, em evento no Palácio dos Bandeirantes. Segundo o presidente da BP Biocombustíveis, Mário Lindenhayn, os investimentos serão feitos em conjunto durante um prazo de 10 anos.

O executivo informa que os projetos a serem financiados serão escolhidos através de editais dentro de quatro linhas básicas. O objetivo, segundo ele, é apoiar pesquisas vinculadas à redução do uso de água, à redução do uso de energia além de projetos que busquem melhor resultado no índice de conversão de energia e melhoria na produtividade agrícola.  Lindenhayn cita que projetos de novas variedades de cana-de-açúcar, que elevem a produtividade agrícola, e até mesmo de etanol celulósico estão dentro do leque de pesquisas que poderão ser financiadas.

O acordo foi assinado hoje, na data do primeiro aniversário da BP Biocombustíveis Brasil. Segundo Lindenhayn, a parceria com a Fapesp é uma forma da BP consolidar no Brasil os investimentos em pesquisa que já realiza em outros países. "O objetivo da BP é dobrar a produtividade agrícola da cana nos próximos 20 anos", disse. O executivo informou também que, além da parceria com a Fapesp, a BP também possui um departamento de tecnologia também para pesquisa e desenvolvimento de alternativas para melhorar produtividade.

Desde 2006, a BP anunciou investimentos em pesquisas, desenvolvimento e operações com biocombustíveis na Europa, Brasil e Estados Unidos, de mais de US$ 2 bilhões.  A companhia possui um centro global de tecnologia para biocombustíveis, localizado em San Diego (EUA), e está investindo US$ 500 milhões em 10 anos no Energy Biosciences Institute (EBI), onde biotecnólogos estudam aplicações de biotecnologia em energia.

Lindenhayn ressalta que uma pesquisa que está sendo desenvolvida em San Diego, por exemplo, para desenvolvimento de etanol celulósico pode vir a ser adaptada ao Brasil e fica dentro dos parâmetros exigidos para ser financiada pelo acordo entre a BP e a Fapesp. 

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