BP perde mais uma batalha judicial sobre indenizações

Uma corte de apelação federal dos EUA recusou o pedido para que reavaliasse a decisão de que empresários não precisam provar que foram diretamente prejudicados pelo vazamento de petróleo da BP no Golfo do México, em 2010, para receberem indenizações.

AE, Agencia Estado

20 de maio de 2014 | 02h41

A decisão proferida por uma corte de apelações em Nova Orleans é mais um passo para retomar os pedidos de indenização que foram suspensos após uma decisão judicial de dezembro do ano passado. O porta-voz da BP Geoff Morrell disse em comunicado enviado por e-mail que a companhia ainda está avaliando as opções legais e afirmou que a empresa está "decepcionada" com a decisão.

A juíza Edith Brown Clement não concordou com a decisão da corte e acusou os colegas de fazerem o tribunal "participar dessa fraude". A juíza alegou que a decisão permitirá que "vítimas" como uma loja de companhia telefônica que queimou e um estacionamento de trailers que fechou antes do vazamento recebam indenizações.

Dessa forma, a decisão do juiz Carl Barbier está mantida. Ele argumentou que em 2012 a empresa concordou com um acordo para pagar indenizações sem demandar provas de que as perdas foram diretamente causadas pelo vazamento de petróleo.

O acordo de 2012 não estabelece um limite para os pagamentos. Inicialmente, a BP estimou os gastos em US$ 7,8 bilhões, mas posteriormente disse que não há condições de fornecer uma estimativa confiável. A petroleira disse já ter desembolsado mais de US$ 12 bilhões a pessoas, empresas e entidades ligadas ao governo. Fonte: Associated Press.

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