BP pode investir R$ 1 bi em etanol em Goiás

O governo de Goiás informou que o braço de biocombustíveis da petroleira britânica BP deve investir R$ 1 bilhão no interior do Estado, em um projeto para processamento de 5 milhões de toneladas de cana de açúcar por ano, com produção de 75 mil toneladas de açúcar e etanol e gerar 338 MW de energia elétrica, com a queima do bagaço da cana.

RUBENS SANTOS, ESPECIAL PARA O ESTADO / GOIÂNIA, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2012 | 03h10

Segundo o governo, o acordo entre a BP e o Estado foi definido há dois dias. "Trata-se de investimento de enorme importância para o País e que está sendo recebido com otimismo por nós, uma vez que vai gerar impacto positivo na economia local e reflexos na geração de empregos e no PIB do Estado", destacou Alexandre Baldy, secretário de Indústria e Comércio de Goiás. O anúncio oficial será feito na próxima semana em Goiânia.

Baldy explicou que há previsão de geração de 1,5 mil empregos diretos e outros três mil empregos indiretos após a implantação do projeto. Também garantiu que o investimento de R$ 1 bilhão será com recursos próprios da multinacional inglesa. Portanto, disse ele, não contarão com recursos do BNDES ou de programas de incentivos. Mesmo as áreas para plantação da cana de açúcar e implantação das usinas, segundo ele, serão adquiridas pela BP Biocombustíveis.

"Ao Estado caberá a construção de um trevo, à margem da rodovia, que dará acesso ao projeto", ressaltou. Além desse investimento, em local ainda não revelado, a BP Biocombustíveis no Brasil já possui outros dois investimentos no setor sucroenergético, no município de Edeia (GO). Em 2008, o grupo também adquiriu 50% de participação na Tropical BioEnergia S/A. Trata-se de uma joint venture envolvendo o Grupo Maeda (25%) e a LDC Bioenergia (25%).

No ano passado, a BP fez aquisição do controle majoritário da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA), em Itumbiara (GO), e com ela passou a operar duas usinas de etanol, visando abastecimento do mercado interno e também para exportação.

No mercado interno, o preço do etanol se mostra competitivo em relação à gasolina. Segundo levantamento, da semana passada, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço do etanol representou 66,53% em relação ao preço da gasolina em São Paulo; 67.37% em Goiás, e 63,64% em Mato Grosso.

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