BP suspende atividades no Golfo do México por ameaça de tempestade

Evacuação da plataforma levará a um atraso de até 12 dias na operação final para tampar o poço 

Ligia Sanchez, da Agência Estado,

23 de julho de 2010 | 11h26

Equipes que trabalham na contenção do vazamento de petróleo em um poço da BP no Golfo do México estão sendo retiradas da área em função da tempestade tropical batizada como Bonnie, que se aproxima da região. As atividades da companhia relacionadas aos poços de alívio - destinados a acabar com o derramamento de óleo - serão suspensas temporariamente.

O almirante Thad Allen, coordenador dos esforços para conter o vazamento, afirmou que cerca de 2 mil pessoas que trabalham no poço danificado, nos navios que coletam o petróleo vazado e na plataforma deverão deixar a região. Autoridades dizem que a evacuação da plataforma de exploração levará a um atraso de até 12 dias na operação final para tampar o poço, mas o almirante Allen tentou minimizar esta preocupação.

De acordo com a BP, a duração da interrupção temporária das atividades no poço vai depender das condições climáticas. A empresa informou que o poço danificado continua fechado pela cápsula que foi acoplada a ele há cerca de sete dias e que continuará a monitorar o sistema "enquanto o clima permitir".

O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) informou que a depressão tropical que se encaminha para a região do vazamento de óleo no Golfo do México transformou-se em uma tempestade tropical. A expectativa é de que ela atinja as ilhas ao sul da Flórida e a porção sul do Estado na tarde de hoje, movendo-se para a região do Golfo do México na noite de sexta-feira ou no sábado.

A BP, que já gastou cerca de US$ 4 bilhões com o vazamento iniciado em 20 de abril e se comprometeu com mais US$ 20 bilhões em limpeza da região e em um fundo de compensação, negociou informalmente com o governo do Paquistão sobre a possível venda de seus ativos no país, mas aguarda aprovação formal das autoridades, segundo o chefe da Diretoria Geral de Concessões de Petróleo do país, Naeem Malik.

Não ficou claro quanto vale a operação da BP no Paquistão, mas a empresa produz cerca de 250 milhões de pés cúbicos de gás por dia e 14 mil barris de petróleo bruto por dia. De acordo com Malik, o governo poderia comprar os ativos da BP por meio de sua companhia estatal de petróleo.

A BP já concordou em vender seus ativos de gás e petróleo na América do Norte e Egito por US$ 7 bilhões à norte-americana Apache e decidiu se desfazer de sua participação na unidade da Argentina, Pan American Energy, estimada em US$ 9 bilhões, além de estar em negociação com a Bridas. As informações são da Dow Jones.

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