BR Distribuidora, CTF e Fator terão empresa de cartões

Com uma joint venture, as três companhias pretendem concorrer com Cielo e Redecard em postos de combustíveis

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2011 | 00h00

A CTF Technologies, especializado em gestão de frotas de veículos, a BR Distribuidora e o Banco Fator estão montando uma empresa de cartões que vai atuar no mercado de credenciamento de lojistas e concorrer com Cielo e Redecard.

Para isso, as três companhias estão criando uma joint venture, segundo duas fontes próximas. Inicialmente, a nova empresa vai atuar no segmento de postos de combustível e distribuição de gás, cadastrando esses estabelecimentos para aceitarem bandeiras como Visa e Mastercard.

Na semana passada, em uma apresentação fechada no Ciab, evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir tecnologia bancária, Ariel Holpern, presidente da CTF, mostrou a estratégia da nova empresa a um grupo pequeno de convidados no estande da HP. O encontro reservado foi organizado para discutir o setor de credenciamento de cartões, que completa em julho um ano de abertura a novos competidores. Segundo uma fonte próxima, ainda faltam definir alguns detalhes da joint venture, como um acordo de acionistas.

A CTF é subsidiária de uma empresa canadense, a CTF Technologies Inc., mas desenvolve todas as suas estratégias e operações no Brasil: opera em 2 mil postos de abastecimento e tem 3,5 mil clientes e 350 funcionários. O sistema de gestão de frotas da empresa está em operação desde 1998 nas duas maiores bandeiras nacionais de distribuição de combustível, a BR Distribuidora e a Ipiranga. No mercado de cartões, a BR tem um plástico de crédito em parceria com a Visa.

Na nova empresa, a HP vai cuidar do processamento tecnológico das operações dos cartões em conjunto com a companhia americana First Data.

Segundo as duas fontes, esse último mercado tem grande potencial de negócios na área de cartões. Números apresentados na reunião mostram que, na venda de gás de botijão, 40% das transações são pagas com cheque ou dinheiro. Procuradas, as empresas não se pronunciaram.

Na mesma reunião, participaram duas empresas americanas que estão entrando no Brasil para operar no mercado de credenciamento, a Elavon e a Global Payments. As duas já anunciaram a vinda para o País no final de 2010. A primeira fechou parceria com o Citibank e está montando as operações em São Paulo. A GP contratou Antônio Castillo, ex-executivo da Cielo para comandar os negócios no Brasil.

Tamanho. O mercado brasileiro de cartões vem crescendo a taxas superiores a 20% ao ano há mais de 10 anos. No primeiro trimestre de 2011, a expansão foi de 23% ante igual período de 2010.

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