BR inaugura posto para veículos elétricos no Rio

A BR Distribuidora inaugurou hoje no Rio o primeiro posto de abastecimento de veículos elétricos do País. A unidade, que consumiu um investimento modesto, de R$ 70 mil, utilizará luz solar para gerar a energia que será consumida e tem capacidade para até 100 quilowatts (kW).

DANIELE CARVALHO, Agencia Estado

10 de junho de 2009 | 20h04

O diretor da Rede de Postos de Serviços da empresa, Edimar Machado, admite que a iniciativa tem mais o apelo de "consciência ecológica" do que orientação financeira. O quilowatt/hora no eletroposto é cara, custa R$ 2,60. Se o motorista utilizar a eletricidade que recebe em casa, pagará seis vezes menos: R$ 0,40 pelo mesmo consumo. "Mas, ao carregar seu veículo no posto, ele sabe que está utilizando uma energia limpa. Já a energia que ele recebe em casa, pode ter origem numa térmica, por exemplo", argumenta o diretor.

Apesar de o Rio de Janeiro não ter carros elétricos em circulação - os utilizados para a inauguração vieram de outros Estados apenas para efeito de imagem -, o foco da BR está no grande número de motos elétricas no bairro onde o posto foi instalado, na Barra da Tijuca. "Aqui temos a maior concentração deste tipo de motos no País", explica o Machado.

A unidade de abastecimento elétrico funcionará dentro de um posto da BR Distribuidora que vende gasolina, álcool e gás. Em caso de pouca luz solar ou de demanda maior que o fornecimento, o eletropsoto poderá utilizar energia da rede externa. Uma carga completa para carro ou moto leva cerca de quatro horas. A BR Distribuidora está disposta a oferecer uma bateria extra para que o motorista continue usando sua moto. Carlos Zappini, diretor executivo do Grupo Zappini, empresa responsável pela instalação dos equipamentos para o abastecimento do posto e também fabricante d e motos, diz que existem cerca de 1.500 motos, somente de sua fabricação, circulando no País. Deste total, 300 estariam no Rio de Janeiro.

A autonomia dos veículos elétricos ainda é restrita. Uma moto precisa de quatro horas de carga para circular cerca de 40 quilômetros. "Esses veículos são mais utilizados para segurança patrimonial e pequenos trajetos, principalmente por jovens", comenta o diretor da BR Distribuidora. Por conta do mercado ainda embrionário de veículos elétricos no Brasil, Edimar Machado diz que a distribuidora não tem planos, de médio prazo, de inaugurar mais unidades com o serviço.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.