Bracelpa: movimentos sociais serão desafio em 2008

A presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Elizabeth de Carvalhaes, disse hoje que o principal desafio do setor ao longo de 2008 será o debate em torno dos limites dos movimentos sociais. "Os movimentos sociais são o maior desafio do setor. É preciso conhecer o limite desses movimentos e falta regulamentação", afirmou a executiva. Conforme Elizabeth, as ações de indígenas, quilombolas e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) devem ser debatidas com o governo e com a sociedade, em busca de uma legislação que garanta os direitos de todos e não coloque em risco novos investimentos no País."A Bracelpa deseja discutir o tema. É preciso saber o que é área preservada e o que é área destinada para indústria e comércio", defendeu Elizabeth. "Estamos pedindo para tratar o problema", complementou. Além dos movimentos sociais, câmbio e o recebimento de créditos de ICMS relativos às exportações também são encarados como desafios do setor para o próximo ano. "Precisamos da volta do crédito retido e que o governo federal crie um regime especial que pare de gerar créditos na exportação", defendeu a executiva.Em termos setoriais, Elizabeth lembrou ainda que a indústria brasileira de papel vem sofrendo com a concorrência do chamado papel imune, sobre o qual não incide nenhum tributo, e que acaba sendo importado para outros fins que não os previstos na legislação. "O crescimento das importações de papel neste ano devem-se ao papel imune e ao câmbio", afirmou. Em 2007, as compras externas de papel de todos os tipos devem chegar a US$ 1,12 bilhão (FOB), uma alta de 22,8% ante o apurado em 2006.De acordo com o presidente do conselho da Bracelpa, Horácio Lafer Piva, em 2007, o mercado de capitais também olhou para o setor de celulose e papel. "O desempenho das ações do setor foi positivo e será ainda melhor à medida que houver expansão da capacidade instalada e redução de custos, com vistas a se ajustar ao câmbio", disse.

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