Bracher defende dólar entre R$ 3,10 e R$ 3,40

O presidente do Banco Itaú BBA, Fernão Bracher, defendeu que a taxa de câmbio seja indutiva a um resultado do balanço de pagamento que proteja o Brasil das crises externas. "Me parece que entre R$ 3,1 e R$ 3,4 seria o ponto" disse Bracher, no seminário "Política Monetária: Choques e Eficácia" promovido pelo Banco Central (BC). Ele afirmou que o governo deveria externar seu objetivo de ter uma taxa de câmbio favorável aos exportadores e a um bom resultado do balanço de pagamentos, "em vez de ficar falando que o câmbio flutuante é o que flutua, portanto pode ir para qualquer lugar". De acordo com Bracher, este tipo de afirmação por autoridades do governo não é verdadeiro porque, dependendo do caso, "qualquer banco central intervém no câmbio". Além disso, afirmou, que se o governo continuar com este tipo de discurso sobre o câmbio flutuante, "corre o risco de em uma situação desfavorável ter um estouro da boiada". Ele afirmou ainda que o saldo da balança comercial deste ano, que é esperado para ser entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões, foi produzido "por decisões tomadas a partir de maio do ano passado", quando a taxa de câmbio era bem mais favorável às exportações. Bracher fez sua apresentação no auditório do Banco Central diante de uma platéia que conta com o presidente do BC, Henrique Meirelles. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa, chegou à sede do BC no Rio, onde se realiza o evento, um pouco depois da apresentação de Bracher.

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