Reuters/Paulo Whitaker
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Bradesco aproveita pandemia para cortar custos e vai fechar 1.100 agências até o fim do ano

Fechamento das unidades, que já era uma tendência por causa da maior digitalização dos serviços, ganhou força nos últimos meses; banco também reduziu o número de prédios administrativos

Fernanda Guimarães e Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2020 | 15h39

Com grande parte dos seus funcionários trabalhando de casa nos últimos sete meses por causa da pandemia, o Bradesco aproveitou para acelerar o movimento de redução de custos. As agências bancárias, cuja tendência de decréscimo ocorre em decorrência da maior digitalização, tiveram portas fechadas definitivamente. Em 2020 foram 683 - 372 só no terceiro trimestre -, com a meta de encerrar o ano com 1.100 unidades a menos.

O maior movimento de redução de despesas deve ser observado neste ano, mas custos são como unhas, que sempre precisam ser aparadas, disse o presidente do banco, Octavio de Lazari Jr. Além das agências, o Bradesco reduziu o número de prédios administrativos, uma herança de quando adquiriu o HSBC há alguns anos. Em Curitiba eram 11 prédios. Ficaram dois. E a economia é rápida: R$ 40 milhões a menos em aluguel e mais R$ 25 milhões em outras despesas administrativas.

"Em uma situação de normalidade, isso seria impossível de se fazer", afirmou o executivo. Prédios administrativos também foram fechados em São Paulo. Por aqui, o Bradesco decidiu fazer algumas mudanças na sua área "corporate one", aquela voltada para o chamado "middle market", para empresas de médio porte. Esse segmento estava espalhado em três prédios em São Paulo - Berrini, Morumbi e Faria Lima. Agora, os executivos da área foram alocados para a sede do atacado do banco, localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, coração do mercado financeiro paulista.

O processo seguirá no ano que vem. Segundo Lazari, haverá um "mergulho" para ganho de eficiência nas diferentes áreas de negócios da instituição financeira. Ele informou que o banco está partindo para um ajuste estrutural de seus custos, que começou pela revisão da estrutura de agências e pontos de atendimento. Para arcar com esses ajustes, o Bradesco fez uma provisão de R$ 879 milhões.

"O que estamos fazendo é para trabalhar com custo mais adequado, e esse é um trabalho que terá seu grosso encerrado em 2020, já com captura de benefícios, mas que mostrará toda a sua eficiência deste ano para a frente", explicou. "Feito isso, em 2021, vamos mergulhar para buscar eficiência máxima, por exemplo, terceirizando áreas ou mantendo funcionários em home office em centrais de atendimento, medidas em que o banco enxergue que há eficiência", completou. Segundo o banco, havia 853 vagas de trabalho não preenchidas no terceiro trimestre.

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