Bradesco e Itaú consideram positivo reajustar gasolina

O economista-chefe do Banco Bradesco, Octavio de Barros, defende o reajuste do preço dos combustíveis. Segundo ele, a despeito do impacto inflacionário da medida, o aumento seria positivo para a cadeia de óleo e gás no Brasil. Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira, 20, Barros falou ainda da necessidade de melhorar o ambiente empresarial no Brasil.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

10 de setembro de 2013 | 17h52

"Estamos aguardando reajuste do preço do combustível que tem defasagem de 30%. A despeito do impacto na inflação, é relevante sobre o impacto positivo de confiança na cadeia de óleo e gás no Brasil", afirmou. Ele disse que as empresas do setor passam por dificuldades por problemas enfrentados pela Petrobras para manter os investimentos.

"Nossa visão é que precisamos melhorar o ambiente na Bolsa de Valores e, no caso do aumento dos combustíveis, seria um desperdício anunciar apenas um reajuste. Deveria haver uma programação de aumento de reposição da defasagem do preço dos combustíveis, o que melhoraria o mercado de ações no Brasil", declarou.

Também presente à audiência sobre conjuntura econômica na CAE, o economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, afirmou que o repasse da gasolina e do diesel "está batendo na porta". Nos cálculos dele, a defasagem é em torno de 30%. "Algum repasse tem que vir. Acho razoável", frisou.

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